03/02/2020 às 17h41min - Atualizada em 03/02/2020 às 17h41min

​Polícia investiga jovem que tatuou menor 8 vezes em Uberlândia

Tatuagens foram feitas sem autorização dos pais no bairro Pequis; delegada explica que ato configura crime de lesão corporal gravíssima

CAROLINE ALEIXO
Delegada Lia Valechi conduz as investigações do caso | Foto: Diário de Uberlândia
Um jovem de 18 anos é investigado pela Polícia Civil de Uberlândia por tatuar uma adolescente de 15 sem a autorização dos pais. A denúncia foi feita pelo pai da menor ao descobrir que a filha fez oito tatuagens em menos de 60 dias. Os envolvidos prestaram depoimentos, na manhã desta segunda-feira (3), à delegada responsável pelas investigações, Lia Valechi. 

Segundo a delegada, a menor teria conhecido o rapaz em um bar e manifestado o interesse em fazer as tatuagens com ele. Ela pagou o valor de R$ 40 por uma delas e o restante não foi cobrado, tendo ela apenas comprado os insumos como tinta, por exemplo.

O autor alegou que não tinha conhecimento de que a vítima era menor e que ela teria dito ter 19 anos. Mas, disse ainda que a própria vítima teria falado para que ele fingisse não saber, o que indica que ele sabia e não solicitou nenhum documento para comprovar a real idade da menina. 

A denúncia foi feita à polícia pelo pai da adolescente. “O pai estava muito preocupado porque a filha manifestou interesse em fechar todo o corpo com tatuagens. Caso ele não tomasse providências, temia que ela continuaria fazendo. E ele não é um tatuador que tem estúdio profissional, ele fazia na casa dele, no bairro Pequis”, comentou a delegada. 

Em depoimento, ele garantiu que fez o serviço com equipamentos corretos e que, antes da vítima, fez apenas uma tatuagem na irmã dele com o consentimento da avó. 

A Polícia Civil tem 30 dias para finalizar o inquérito e vai indiciar o autor pelo crime de lesão corporal gravíssima pela deformidade permanente no corpo da vítima. Se condenado, ele poderia pegar pena de dois a até oito anos de reclusão. Além do indiciamento, algumas medidas protetivas também poderão ser solicitadas ao juiz com a conclusão das investigações.  

 
“É importante a gente divulgar esse caso para evitar que novos crimes desse tipo possam acontecer pela falta de informação. Apesar de que ninguém pode alegar desconhecimento da lei, quanto mais pessoas souberem, mais a gente consegue coibir essas práticas criminosas”, finalizou Valechi. 







 

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