31/01/2020 às 09h02min - Atualizada em 31/01/2020 às 09h42min

Janeiro já teve 196 prováveis casos de dengue em Uberlândia

No ano passado, foram registrados mais de 31,4 mil casos da doença na cidade

VINÍCIUS LEMOS
Mesmo com números ainda a serem contabilizados, o mês de janeiro dificilmente irá repetir os altos índices de casos prováveis de dengue em Uberlândia como no mesmo período de 2019. De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, 196 casos prováveis de dengue foram notificados até a quarta semana deste mês. O primeiro mês de 2019 fechou com 1.161 casos prováveis. O pedido, contudo, é de reforço nos cuidados com a limpeza de quintais para frear a proliferação do mosquito Aedes aegypti na época chuvosa.

Segundo o coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue, José Humberto Arruda, os números de 2019 foram particularmente mais altos devido à circulação do tipo 2 do vírus da dengue, que pouco havia aparecido. “O ano passado foi atípico porque tivemos um vírus diferente, contra o qual nenhuma pessoa tem resistência. É muito difícil ter um número maior de casos”. Ao longo de todo o passado, foram registrados mais de 31,4 mil casos de dengue em Uberlândia.

Ainda de acordo com o Município, os números deste primeiro mês de 2020 estão desatualizados, pois ainda há casos que não foram digitalizados no sistema. No entanto, a tendência é de queda no comparativo com anos anteriores. Em janeiro de 2016, por exemplo, foram 476 casos prováveis de dengue. Já em 2017 houve 265 registros e em 2018 foram 233.

O Município espera manter os casos sob controle e, por isso, já intensificou as ações contra o mosquito transmissor da dengue. Arruda lista entre 15 e 20 ações com esse fim, como coleta de pneus pela cidade, os quais somaram 200 mil no último ano. Há ainda o chamado bloqueio em vizinhanças onde foram registrados casos suspeitos, palestras, colocação de armadilhas para indicar presença do Aedes e o aumento de agentes para visitas de controle. No ano passado foram contratados quase 280 servidores para as fiscalizações, com isso o programa de controle da dengue contaria com aproximadamente 500 pessoas para as ações gerais de combate à doença.

"A intensificação ocorre especialmente agora porque ocorre chuva, tem mais mosquito, tem mais transmissão. A doença nesse período tem um pico. Essa intensificação com o uso de todo esse conjunto visa manter o controle”, disse José Humberto Arruda.

Ele lembrou ainda que 80% dos focos de dengue estão nas residências e que é comum que 30% dos imóveis habitados não recebam a visita dos agentes do programa, seja por estarem fechados ou porque os proprietários impedem a entrada dos servidores. Com as chuvas, aumenta a probabilidade de focos e a insistência da Secretaria de Saúde é com atenção à retirada de recipientes que possam acumular água, além de permitir a entrada dos agentes de controle da dengue.






 
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