27/01/2020 às 19h28min - Atualizada em 27/01/2020 às 19h28min

Suplentes Murilo e Sargento Araújo são denunciados na operação Má Impressão

Investigação teve como foco desvios de verba indenizatória com uso de notas frias de gráficas de Uberlândia; Gaeco pede proibição para assumir mandato

CAROLINE ALEIXO
Denúncias foram protocoladas pelo MPE na tarde desta segunda (27) | Foto: Arquivo Diário de Uberlândia
Os suplentes de vereadores Murilo Ferreira (sem partido) e Sargento Araújo (SD) foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na operação Má Impressão, na tarde desta segunda-feira (27). Eles foram investigados por desvios da verba indenizatória, com a emissão de notas frias por parte de gráficas da cidade, quando ocuparam as cadeiras na Câmara Municipal na atual legislatura. 

Segundo as informações do Ministério Público Estadual (MPE), as duas denúncias foram protocoladas na 3ª Vara Criminal da comarca de Uberlândia e eles irão responder por peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, mesmos crimes imputados aos demais investigados na operação.

Os suplentes ocuparam a cadeira no Legislativo em fevereiro e março de 2018, sendo Murilo lotado no gabinete da ex-vereadora Flávia Carvalho, que renunciou ao cargo, e o militar na vaga temporária de Juliano Modesto, que também foi preso na operação e permanece afastado.  

Murilo já havia prestado depoimento ao Gaeco e negado os fatos. Contudo, na época o coordenador do Gaeco, Daniel Marotta, havia informado que um dos empresários do setor gráfico havia delatado o investigado na emissão de notas ideologicamente falsas, no intuito de lavar o dinheiro destinado ao pagamento de panfletos publicitários.

Com o oferecimento das denúncias, o Gaeco pediu que a Justiça determine que os dois fiquem impossibilitados de assumir mandato parlamentar, de frequentar as dependências da Câmara e que não tenham contato com servidores da Casa e investigados das operações. 

OUTRO LADO
Por nota, Murilo, que já havia sido convocado pela Câmara para assumir o cargo como titular na vaga de Flávia, informou que tem toda a documentação para comprovar a produção e distribuição do material. 

“Que fique claro que uma denúncia nada mais do que é uma ação para a qual haverá o exercício do contraditório e da ampla defesa, que farei dentro do devido processo legal e tenho certeza que serei absolvido ao final. Nunca tive nenhum contato com dono de gráfica, nem desviei dinheiro público e meus sigilos bancário e fiscal se encontram desde já à disposição da Justiça”, disse em trecho da nota.

O Diário também procurou Sargento Araújo e ele informou que aguarda ter acesso ao teor da denúncia para se manifestar sobre o assunto.












 
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