13/01/2020 às 16h12min - Atualizada em 13/01/2020 às 16h12min

Procon pede suspensão de venda da cerveja Belorizontina em Uberlândia

Órgão irá intensificar a fiscalização nos estabelecimentos da cidade; produto é investigado pela contaminação de pessoas em municípios de Minas Gerais

DA REDAÇÃO COM FOLHAPRESS
Pessoas que compraram a bebida podem depositá-la na sede do Procon | Foto: Divulgação
A Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Uberlândia pede à população que não consuma a cerveja Belorizontina da Cervejaria Backer investigada pela contaminação de lotes do produto. Substância tóxica encontrada na bebida pode ter causado a morte de uma pessoa e a internação de outras dez em cidades de Minas Gerais.

Ainda de acordo com o Procon, as cervejas deverão ser retiradas de circulação e comercialização no município. A fiscalização será intensificada nos estabelecimentos e aqueles que descumprirem a determinação serão autuados.

Nesta segunda-feira (13), a Superintendência também abriu um espaço para que os cidadãos que tenham comprado a cerveja possam depositar o produto na sede localizada na rua Benjamin Magalhães, 3, bairro Tibery. Caso alguém verifique algum estabelecimento que comercialize o rótulo, é possível denunciar através do telefone 151 e do “Fale Procon” no site da Prefeitura.

CERVEJARIA INVESTIGADA
Exames laboratoriais realizados pela Polícia Civil de Minas Gerais identificaram a presença da substância dietilenoglicol em amostras de ao menos dois lotes da cerveja Belorizontina, da Backer. As amostras dos lotes L1 1348 e L2 1348 foram recolhidas nas residências dos pacientes internados com insuficiência renal aguda e alterações neurológicas. 

Exames acusaram a presença da substância dietilenoglicol no sangue de ao menos três pacientes internados. Uma pessoa morreu, no dia 7 de janeiro, em Juiz de Fora (MG), e os outras dez continuam em tratamento.

O dietilenoglicol costuma ser usado em sistemas de refrigeração devido a suas propriedades anticongelantes. A Backer garante que não utiliza a substância em nenhuma etapa do processo de fabricação de seus produtos. A Polícia Civil não descarta nenhuma possibilidade de investigação, inclusive sabotagem.

De acordo com a polícia, um supervisor da empresa registrou boletim de ocorrência por crime de ameaça, em 19 de dezembro de 2019, após um funcionário ter sido demitido, mas a pessoa não voltou à delegacia para dar continuidade à ação penal.


Nas redes sociais, a Backer publicou uma nota ressaltando que permanece à disposição das autoridades e que a cervejaria aguarda a conclusão das investigações, reforçando o compromisso com a qualidade de seus produtos.










 
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