24/12/2019 às 15h23min - Atualizada em 24/12/2019 às 15h23min

Comércio de Uberlândia se surpreende com compras de última hora

Pesquisa nacional da CDL aponta que 12,3 milhões de brasileiros deixaram as compras de Natal para o último momento

SÍLVIO AZEVEDO
Lojista aponta que crescimento foi considerável na véspera e antevéspera do Natal Foto: Sílvio Azevedo
Transitar no Centro de Uberlândia nesta terça-feira (24) exigiu muita paciência e perseverança de quem precisou fazer as compras de última hora para o Natal. De carro ou a pé, era muita gente em busca de presentes e até de itens da ceia que ficaram faltando. De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 12,3 milhões de brasileiros deixaram as compras de Natal para a última hora. Desses, 48% estavam com expectativa de promoções e 20% aguardavam o pagamento da segunda parcela do 13º salário.

De acordo com o gerente de uma loja de calçados na avenida Floriano Peixoto, Flávio Américo Vieira, o movimento registrado pela manhã foi surpreendente, apesar de aquém do esperado para o período, mas crescente, maior que no ano passado. 

“Geralmente as vendas do último dia antes do Natal são intensas. Acaba que na correria as lojas estão bem movimentadas. A expectativa é superar a meta do ano passado. Comparando esse mesmo período de 2018 com o deste ano, tivemos um aumento de 15% nas vendas. Se compararmos os outros dias de 2019 com essa última semana, tivemos um aumento entre 10% e 15% nas vendas”, disse.

Ainda segundo Flávio Américo, sempre que o consumidor vai comprar algum presente, acaba levando uma lembrancinha extra. “Além de comprar algo para ela, tem que levar um presentinho para algum parente, nem que seja uma lembrancinha. Aqui, o que mais vendemos é tênis e chinelos.”

Em uma loja de vestuários na Praça Tubal Vilela, a funcionária pública Simone Oliveira tentava encontrar presente para os filhos. E o motivo para o atraso é o mesmo para 12% dos entrevistados da pesquisa da CNDL e SPC Brasil, a falta de tempo.

“Deixei para última hora por conta da correria do dia a dia. Eu trabalho em dois empregos e o tempo que tive foi essa manhã. Daqui a pouco eu entro no trabalho. Tem que fazer aquela correria porque não posso deixar de comprar os presentes dos meus filhos. Já fui ao banco, fiz depósito e vim correndo para as compras. Não dá para passar em branco.”

Para Elenice Rodrigues de Carvalho, gerente da loja de vestuários onde Oliveira comprava, o perfil do consumidor mudou, com a saída das grandes compras para a aquisição de pequenos itens do vestuário, diferente de como era no passado. “A gente vê como o consumidor tem comprado peças mais em conta. Presentinhos. Não faz mais aquelas compras grandes, como antigamente. Hoje vem e compra uma blusinha, bermudinha. Ele compra mais para ele, filhos e presentes para amigo invisível. Aquele presente para mãe e pai, não tem mais”, disse.

Ainda de acordo com a gerente, o movimento foi abaixo do que se imaginava, mas o crescimento foi considerável na véspera e antevéspera do Natal. “A gente esperava mais, mas foi bom na segunda e hoje [ontem]. O aumento foi de 10% nas vendas. Se a gente comparar o Natal de 2018 com esse ano, o crescimento foi o mesmo, 10%”.

SUPERMERCADOS 
Era fim de manhã de ontem e o supermercado PertiCasa da Floriano Peixoto estava bastante movimentando. Havia muitos consumidores atrás dos últimos itens da ceia de Natal. A costureira Marilda Carmelo correu para comprar o que acabou faltando.

“Neste ano acabei me esquecendo de alguns itens e vim correndo para deixar tudo pronto para essa noite especial com a família. É um momento que nada pode dar errado. Então ainda bem que deu tempo de vir e colocar tudo na cestinha.”

Para atender os consumidores de última hora, o supermercado intensificou o abastecimento de mercadorias como carnes e itens de sacolão. “A gente fez o Ceasa no domingo e na segunda-feira. As câmaras de armazenamento, tanto de suínos, bovinos e embutidos, estão bem abastecidas, com  mercadorias novas. Então a gente começa a abastecer no final de outubro e novembro a linha seca, que a gente fala, um azeite, essas coisas, e os demais a gente vai fazendo agora. A expectativa é bem positiva para as vendas”, explicou o diretor comercial da rede PertiCasa, Rick Miller Marques Sousa.

A escala de horários dos funcionários também foi alterada para permitir que o supermercado funcione com uma rotina tão intensa como a dos dias de véspera de feriado.  “Para evitar filas, não tinha ninguém de folga ontem e nem hoje para atender esse consumidor. Posteriormente a gente libera o funcionário para o descanso merecido, já que esses dias são bem intensos. Será assim também no Ano Novo.”





 

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