21/11/2019 às 13h39min - Atualizada em 21/11/2019 às 13h39min

Alunos de Uberlândia são premiados em olimpíada nacional de informática

Estudantes do ensino fundamental e médio ganharam duas medalhas de ouro e uma de bronze

SÍLVIO AZEVEDO
Os irmãos Carlos e Guilherme foram medalhistas de ouro | Foto: Divulgação
Três estudantes de Uberlândia foram medalhistas da Olimpíada Brasileira de Informática (OBI), organizada pelo Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com promoção da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os irmãos Carlos Filho e Guilherme Cabral de Menezes foram medalha de ouro, respectivamente, nas categorias Programação Nível Júnior e Programação Nível 1, que também teve Victor Sisterolli Neto com uma medalha de bronze.

As provas aconteceram no dia 21 de setembro e o resultado saiu no dia 15 de novembro. Carlos Filho fez 500 pontos, Guilherme Cabral de Menezes, 456, e Victor Sisterolli Neto, 363. Além das medalhas, os três foram convidados para participar da Semana Olímpica da OBI, um período de sete dias de treinamentos no Instituto de Computação da Unicamp, com estudos aprofundados para se tornarem ainda melhores programadores. O evento vai acontecer de 2 a 8 de dezembro, quando também serão entregues as medalhas aos vencedores.

De acordo com o professor da Faculdade de Computação da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e diretor da sede Uberlândia na OBI, Luiz Cláudio Theodoro, a olimpíada foi dividida em três etapas, uma local, regional e nacional.

“São três fases no ano. A primeira é onde todos os inscritos participam, com alguns classificados para a fase dois. Na fase dois, os competidores disputam vagas para a fase três, que é a última e determina quem são os melhores do Brasil. São premiados com medalhas de ouro, prata, bronze e de honra ao mérito”.

Em cada etapa os participantes recebem uma série de problemas em que a solução é um programa a ser criado em um tempo que, normalmente, é de três horas. “O problema tem um descritivo, eles leem, tentam entender, como resolver e, a partir daí, vão desenhando o programa que permite ter a solução. Quando terminam, eu pego o código de cada um, aquilo que criaram, reúno todos e mando para a SBC, que analisa e dá um retorno sobre os acertos. Com o retorno, eles vão sendo classificados para as fases seguintes”, explicou Luiz Cláudio Theodoro.

A classificação final é determinada pela quantidade de pontos alcançados. Ainda segundo Luiz Cláudio, empresas como o Google, Facebook, Microsoft, IBM ficam de olho nos resultados desses eventos atrás de novos talentos da programação. “O mundo tem acesso a essas informações. Assim que vão evoluindo, vão sendo descobertos. Abre uma gama de oportunidades que não teriam tão fácil por caminhos normais”.

Com apenas 13 anos completados no final do mês de outubro, Carlos Cabral de Menezes Filho estava ansioso pelo resultado. Aluno do 7º ano do ensino fundamental, estava confiante que ganharia a medalha de ouro e, de quebra, terminou em primeiro na classificação geral, atingindo a marca de 500 pontos, ao lado de mais dois competidores.

“Já faz um tempo que mexo com programação e a olimpíada serviu para ver que a qualidade do meu conhecimento é boa. A primeira fase foi bem fácil. A segunda tinha um problema um pouco difícil. A terceira foi bem média, mas tinha certeza no que estava fazendo e confiante que poderia ganhar a medalha de ouro”, disse.

Com o resultado garantindo uma vaga na Semana Olímpica, Carlos espera agora aproveitar a oportunidade para aprender mais sobre programação e já sabe qual carreira seguir no futuro. “Quero seguir a profissão de programador“.

Dois anos mais velho, Guilherme Cabral de Menezes sabe que programador é a profissão do futuro e a olimpíada, uma boa oportunidade de testar seus conhecimentos. “Achei legal pois foi um momento que exigiu muito do meu conhecimento e deu para ver meu nível e dos concorrentes e estimular. Lá, aprendi que não sei tudo, que tenho que saber mais um pouco para fazer tudo. Foi muito importante nesse sentido para mim”.

Com o resultado, Guilherme espera continuar aprendendo e, com seu esforço, receber um convite de alguma grande empresa para trabalhar. “Achei muito legal e continuar na área e, se Deus quiser, as grandes empresas vão olhar para mim. Essa olimpíada serve muito para isso mesmo”.





 

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