31/10/2019 às 11h25min - Atualizada em 31/10/2019 às 14h04min

Wilson Pinheiro (PP) recebe alta após suspeita de infarto

Vereador cumpre prisão domiciliar após ser alvo da Operação O Poderoso Chefão

DA REDAÇÃO
Vereador foi preso na última semana pela Operação Poderoso Chefão | Foto: arquivo/ Diário de Uberlândia

O vereador Wilson Pinheiro (PP) recebeu alta na noite de ontem (30) após ser internado no Hospital Santa Genoveva para realização de exames na tarde do mesmo dia. 

 

A esposa do político, Luciana de Souza Pinheiro, informou ao Diário que ele sentiu dores no peito e começou a ficar muito vermelho e que por volta das 15h, foi internado no pronto-socorro coronário do hospital. Luciana disse também que a família tem histórico de problemas cardíacos. Pinheiro também foi submetido à cirurgia recentemente para correção de uma hérnia na bexiga.

 

Pinheiro foi preso na Operação “O Poderoso Chefão”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no dia 25 de outubro, e cumpre prisão domiciliar. Por meio de nota, a assessoria de imprensa do hospital particular informou que o vereador estava estável e recebeu alta no início da noite. Não foram repassados detalhes sobre o diagnóstico. 

 

O PODEROSO CHEFÃO

A operação teve como foco principal um esquema fraudulento que teria desviado cerca de R$ 7 milhões dos cofres municipais de Uberlândia com a prestação de serviço de transporte escolar. Além de Wilson Pinheiro, o vereador Alexandre Nogueira (PSD) também foi detido na mesma operação. 

 

O líder do prefeito na Câmara é investigado pela contratação supostamente irregular de escritório de advocacia para apoio jurídico na chamada "CPI das Vans". Também é apontado nas investigações de ter articulado a partir da CPI, e junto a Nogueira, para pressionar a gestão municipal a retomar a contratação da ATP. 

 

Ainda na última sexta-feira (25), a defesa de Pinheiro entrou com um pedido de revogação da prisão dele em virtude do quadro de saúde, já que ele está se recuperando do procedimento cirúrgico. O pedido teve concordância do Ministério Público mediante comprovação de documentos que atestaram o estado do vereador.

 

Com isso, a Justiça de Uberlândia converteu a prisão preventiva em regime fechado para prisão domiciliar. Foram impostas medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica e suspensão imediata do mandato.




 
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