21/08/2019 às 08h10min - Atualizada em 21/08/2019 às 08h10min

Incêndios em áreas verdes se alastram em Uberlândia

Maioria dos incêndios aconteceu em áreas urbanas, segundo Corpo de Bombeiros

VINÍCIUS LEMOS
Só até julho deste ano foram registrados mais de 1 mil incêndios na cidade | Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
Em todo o estado de Minas Gerais o número de queimadas em áreas verdes cresceu 32% entre janeiro e julho deste ano no comparativo com igual período de 2018, de acordo com dados do Corpo de Bombeiros. Só em Uberlândia, foram registrados mais de mil incêndios em áreas verdes até julho, sendo a maior parte em lotes na zona urbana. Clima seco e o uso do fogo como forma de limpar terrenos de maneira irresponsável são as principais causas do aumento dos registros.

Dos exatos 1.025 incêndios florestais registrados pelo Batalhão dos bombeiros em Uberlândia nos sete primeiros meses deste ano, 647 foram em lotes vagos, seguidos por 144 casos em áreas urbanas não protegidas. Em terceiro lugar estão ocorrências em áreas rurais não protegidas, com 111 registros. Números atualizados até 11 de agosto mostram que houve outros 33 casos de incêndios em áreas verdes neste mês.

A previsão dos bombeiros, segundo a tenente Patrícia de Castro Rezende, é que os combates a incêndios sigam no mesmo ritmo até que as chuvas voltem, o que acontece, via de regra, em outubro. “É um período de baixa umidade do ar, pouca chuva e junto à negligência leva a mais ocorrências”, afirmou. A militar disse ainda que a população que inicia uma queimada ignora o poder da ação do fogo, seja em piorar a situação da qualidade do ar, seja pelo risco que ele traz à vida humana e de animais ou mesmo de destruição de patrimônio.
 
LIMPEZA COM FOGO
Apesar dos alertas das autoridades, é comum o uso de queimadas para retirada de montes de lixo e também para limpeza de áreas verdes voltadas a uma determinada atividade. Contudo, a técnica é vista com receio pelos bombeiros já que são necessários cuidados muitas vezes não tomados por quem utiliza do fogo. O certo seria retirada e destinação adequada do lixo, assim como buscar informações com os bombeiros sobre o uso do fogo.

“Querem limpar lotes e se livrar de lixo fazendo queimadas e aí um vento carrega faísca e isso facilmente é propagado para outros locais. A gente quer que diminua, mas ano a ano temos aumentos. Temos que contar com a conscientização da população para não fazer esse tipo de queimada”, disse a tenente Patrícia.
 
CRIME
De acordo com a Lei 9.605/1998, que trata sobre sanções penais e administrativas para crimes ambientais, provocar incêndio em mata ou floresta pode render uma pena de dois a quatro anos de reclusão, além de multa para quem for responsabilizado.

No início de agosto cinco carretas e câmaras frias foram destruídas total ou parcialmente por um incêndio no bairro Novo Mundo, depois que a queimada em um terreno baldio se espalhou e o fogo chegou à área onde estavam os reboques. Pelo menos três caminhões tanque foram usados para controlar o incêndio, que poderia ainda ter atingido um depósito de paletes e caixas de madeira.

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