06/08/2019 às 10h08min - Atualizada em 06/08/2019 às 10h08min

PF cumpre mandado de prisão em Uberlândia para desarticular PCC

Jovem de 27 anos foi encaminhada ao Presídio Jacy de Assis; operação ocorre também em SP, PR, MS, AC, RR, PE, além de outras cidades de Minas

GIOVANNA TEDESCHI
Operação foi deflagrada na manhã desta terça (6) | Foto: Diário de Uberlândia/ Vinícius Lemos
A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de prisão na manhã desta terça-feira (6), no bairro Morada Nova em Uberlândia, como parte de uma operação para desarticular o núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com a PF, foi presa uma jovem de 27 anos associada à facção. Também foram apreendidas anotações do interesse da investigação. 

A polícia informou também que essa é a quarta vez que a suspeita é presa e que ela foi encaminhada ao Presídio Professor Jacy de Assis, onde permanece à disposição da Justiça. Ainda não há informações sobre a atuação dela no PCC porque as investigações são feitas em Cascavel (PR).

A OPERAÇÃO
A Operação Cravada foi deflagrada nesta terça (6) com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro da facção criminosa responsável pelo recolhimento, gerenciamento e emprego de valores para financiamento de crimes nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Pernambuco e Minas Gerais.

Cerca de 180 policiais federais cumprem 55 mandados de busca e apreensão e 30 de prisão, expedidos pela Vara Criminal de Piraquara/PR, nos municípios de Curitiba, São José dos Pinhais, Paranaguá, Centenário do Sul, Arapongas, Londrina, Umuarama, Pérola, Tapejara, Cascavel, Guarapuava no estado do Paraná, Praia Grande, Itapeva, Osasco e Itaquaquecetuba, Hortolândia, São Paulo e no presídio de Valparaíso no Estado de São Paulo, além de outras localidades nos estados do Mato Grosso do Sul, Acre, Roraima, Pernambuco e Minas Gerais. Dos 30 mandados de prisão, 8 serão cumpridos em presídios, sendo 3 em São Paulo, 1 no Mato Grosso do Sul e 4 no Paraná.

“Verificou-se que o núcleo é responsável por recolher e gerenciar as contribuições para a facção criminosa em âmbito nacional. Os pagamentos eram repassados à Organização Criminosa por intermédio de diversas contas bancárias e de maneira intercalada, com uso de medidas para dificultar o rastreamento. A investigação indica a circulação de aproximadamente 1 milhão de reais/mês nas diversas contas utilizadas em benefício do crime”, diz nota divulgada pela PF.

A investigação teve início em fevereiro deste ano, com base em informações obtidas acerca da existência de uma espécie de núcleo financeiro da facção criminosa estabelecido na Penitenciária Estadual de Piraquara (PR). De acordo com a PF, foram identificadas e bloqueadas mais de 400 contas bancárias suspeitas em todo o país e os valores que transitavam entre as contas bloqueadas eram utilizados para pagar a aquisição de armas de fogo e de entorpecentes para a facção, além de providenciar transporte e manutenção da estadia de integrantes e familiares de membros da facção em locais próximos a presídios.

Os investigados devem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de Tráfico de Entorpecentes, Associação para o Tráfico, Organização Criminosa, entre outros.

CRAVADA
De acordo com a polícia, o nome da operação faz referência a uma jogada de xadrez em que uma peça, quando ameaçada de captura pela peça adversária, fica impossibilitada de se mover por haver uma peça de maior valor em risco. 

“De igual forma, a operação deflagrada hoje visa sufocar as reações das lideranças de Facções Criminosas, atingindo os núcleos importantes de comunicação e de gerenciamento financeiro”, diz o texto.

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