30/07/2019 às 09h32min - Atualizada em 30/07/2019 às 09h32min

Uberlândia é a 3ª cidade em geração de emprego no estado

Cidade criou 2.402 vagas no primeiro semestre, atrás de BH e Contagem

SÍLVIO AZEVEDO
Setor de serviços se destacou na cidade, com 26.959 admissões e 24.337 desligamentos | Foto: Cleiton Borges
Uberlândia fechou o primeiro semestre de 2019 com saldo positivo de 2.402 novas vagas de emprego, ficando na 3ª posição do estado na geração de emprego, atrás apenas de Belo Horizonte (9.989) e Contagem (2.849). Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apresentados pelo Ministério do Trabalho (MTE) na última semana.

Como nos períodos anteriores, o setor de serviços se destacou, com 26.959 admissões e 24.337 desligamentos, saldo de 2.622 vagas. No acumulado do ano, o pior resultado foi o da agropecuária, com saldo negativo de 317 vagas de emprego, com 2.709 demissões e 2.392 admissões. O setor de comércio teve 12.170 contratados, mas 12.167 demissões, deixando um saldo positivo de três admissões. Confira tabela abaixo. 

Segundo o economista Benito Salomão, apesar do saldo positivo para o acumulado do ano, os números são considerados baixos para a cidade. “Enquanto o país não crescer, a geração de empregos ficará bastante prejudicada. Mesmo um saldo positivo no acumulado do ano é algo muito modesto para uma cidade de quase 700 mil pessoas. Duas mil e quatrocentas vagas criadas ainda é muito pouco [para Uberlândia]. O País precisa crescer para reverter isso”, disse.

Ainda segundo o economista, o aumento de vagas depende muito de o município atrair novas empresas, o que para ele não acontece. “Não se chega novas empresas e quando chega, são de baixo potencial. O governo deve prospectar novos negócios para que a cidade possa gerar novos empregos”, disse.

JUNHO
O mês de junho fechou com saldo negativo de 358 vagas de trabalho em Uberlândia, com 8.046 demissões e 7.688 admissões. O grande responsável pelo resultado foi o setor de serviços, que demitiu mais do que contratou. Foram 4.189 desligamentos e 3.905 contratados.

Além dos serviços, a agropecuária também teve um número considerável de desligamentos, com 427 demissões e 287 admissões, saldo negativo de 140 vagas.
Por outro lado, o comércio teve saldo positivo de 197 novas vagas, com 2.021 contratações e 1.824 demissões. Quem também teve mais admissões que desligamentos foram os setores de extrativismo mineral (9 e 2 respectivamente) e administração pública (7 e 3).

MINAS GERAIS
Ainda em junho, Minas Gerais foi o segundo estado em geração de empregos, atrás apenas de São Paulo, com 11.603 novos postos de trabalho. Dos oito setores, seis apresentaram saldo positivo, com a Agropecuária sendo a principal responsável pelo desempenho, com a criação de 6.266 novos empregos. Também registram saldo positivo Serviços, Construção Civil, Comércio, Extrativa Mineral e Administração Pública.

Os números nacionais de junho também são positivos, com a criação de 48.436 empregos formais, o melhor resultado registrado para o mês desde 2013. No consolidado do semestre, foram 408.500 novas vagas formais nos primeiros seis meses de 2019, os melhores desde 2014. 


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