27/06/2019 às 17h13min - Atualizada em 27/06/2019 às 17h13min

Encontro com profissionais da saúde discute cobertura vacinal em Uberlândia

Evento realizado nesta quinta-feira (27) no campus Umuarama da UFU reuniu técnicos de toda a Regional de Saúde

DA REDAÇÃO
Oficina aconteceu na manhã desta quinta-feira (27) na UFU | Foto: Lilian Cunha/Divulgação
A Superintendência Regional de Uberlândia (SRS) promoveu, nesta quinta-feira (27), um encontro para debater com técnicos municipais de Vigilância Epidemiológica e Atenção Primária as estratégias e planos de ação de vigilância das coberturas vacinais desenvolvidos nas cidades da região.

O evento aconteceu no bloco 8C do campus Umuarama da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) com o objetivo de promover a troca de experiência entre os municípios, bem como analisar as estratégias mais eficientes que cada cidade tem utilizado para atingir os índices de cobertura de todas as vacinas, especialmente febre amarela e sarampo (tríplice viral), que são doenças que podem ser prevenidas, mas não têm cobertura muito boa.

A referência técnica em Imunização da Regional de Uberlândia, Josiane Arantes, ressaltou que anualmente a Vigilância Epidemiológica promove encontros para discutir o melhoramento da cobertura vacinal nos municípios, principalmente diante dos movimentos antivacina e fake news.

“Sabemos que a vacinação é de extrema importância para evitar inúmeras doenças e mortes. Por isso é necessária a homogeneidade da cobertura conforme o Calendário Nacional de Imunização. Ao reunirmos para trocar experiências dos planos de ação municipais e esclarecer as dúvidas quanto ao processo de trabalho, vamos conjuntamente discutindo estratégias para ampliar o universo de pessoas vacinadas na região”, disse.

A vacinação envolve todo um processo que depende desde a mobilização da população à inserção da informação correta no sistema do Ministério da Saúde.

Para a coordenadora do Programa de Imunização do município de Uberlândia, Cláubia Oliveira, o profissional precisa conhecer a população, o esquema vacinal, as estratégias, as oportunidades, a adesão e inserção correta dos dados no sistema de informação, inclusive dos dados das clínicas privadas. “E mais, as salas de vacina precisam monitorar as doses aplicadas e a avaliação de cobertura ser rotina de serviço”, destacou.

Além de traçar estratégias para a população aderir à vacinação, é essencial que a Vigilância Epidemiológica trabalhe de forma articulada com empresas, escolas, igrejas, Conselho Tutelar, imprensa e principalmente com a Atenção Básica.

Uma das estratégias discutidas foi a de algumas cidades que integram a Regional, como Nova Ponte, que já adotam rotinas de avaliação com o trabalho em comissão para monitoramento das doses administradas, as faixas etárias e os grupos que precisam de reforço na imunização de determinadas doenças. 

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