26/06/2019 às 08h45min - Atualizada em 26/06/2019 às 08h45min

Centro de Uberlândia já atendeu 8,1 mil pacientes de diabetes neste semestre

Centro Municipal de Atenção ao Diabético (CMAD) recebe pacientes de diabetes tipo 1 de todas as idades

MARIELY DALMÔNICA
Data de conscientização sobre a doença é celebrada nesta quarta-feira (26) em todo o País | Foto: Mariely Dalmônica
Nesta quarta-feira, 26 de junho, é celebrado o Dia Nacional do Diabetes. A data foi criada em parceria entre o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de conscientizar a população sobre a doença. Em Uberlândia, só neste ano, 8,1 mil atendimentos foram realizados no Centro Municipal de Atenção ao Diabético (CMAD), que recebe pacientes de diabetes tipo 1 de todas as idades.

O diabetes tipo 1 é causado pela destruição das células produtoras de insulina. O quadro ocorre em cerca de 5% a 10% dos diabéticos, segundo dados do Ministério da Saúde. “Depois que a pessoa descobre que tem diabetes, ela é internada. Nossos pacientes são encaminhados para nós após essa internação”, afirmou a coordenadora da unidade, Marina Alves da Silva. O centro também recebe pessoas com diabetes gestacional, que é a diminuição da tolerância à glicose, diagnosticada na gestação, podendo ou não persistir após o parto.

Os usuários atendidos no centro contam com uma equipe multiprofissional formada por enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos endocrinologistas, assistentes sociais, psicólogas, nutricionistas e fisioterapeutas. “Fazemos o atendimento de forma integrada. Digo que o diabetes é uma doença do amor, o paciente tem que se amar, se cuidar, se alimentar bem e fazer exercício físico”, disse a coordenadora. No centro de atendimento, os pacientes têm direito a todos os insumos, como medicação, material para avaliação da glicemia e insulina.

A dona de casa Ketllenn Martins descobriu que tinha diabetes tipo 1 aos quatro anos de idade e há 16 anos toma insulina para controlar a doença. “Não é uma coisa que priva a gente de nada. A cada três meses me consulto no centro e todo mês pego as tiras”, afirmou a paciente, que frequenta a unidade desde que foi diagnosticada.

A funcionária pública Anna Paula Viana, também tem diabetes tipo 1 e desde que descobriu que estava grávida, aumentou a frequência com que se consulta no centro de atendimento. “Estou com cinco meses de gestação, agora tenho consultas todo mês. Estou fazendo medições sete vezes ao dia”, disse Viana, que foi diagnosticada com 17 anos.

Já o analista de TI Matheus Fonseca tem 22 anos e desde os oito controla o diabetes tipo 1 com insulina. “É uma doença silenciosa, tem que ter acompanhamento sempre. Tomo a insulina de manhã e antes de dormir, furo o dedo na hora do almoço e corro há seis anos, isso ajuda no controle”, afirmou Fonseca, que passou um tempo fora de Uberlândia e deixou de frequentar o médico por alguns meses. “Não encontrei um centro como esse, nem em uma capital”, disse.

PÉ DIABÉTICO
O atendimento dos portadores de diabetes tipo 2 é descentralizado na rede municipal de Saúde e o usuário pode buscar atendimento nas unidades locais. O tipo 2 é resultado da resistência à insulina e da deficiência em sua secreção, e ocorre em cerca de 90% dos diabéticos, segundo dados do Ministério da Saúde.

Em Uberlândia, essas pessoas contam com um setor específico para o tratamento de lesões nos membros inferiores, o Ambulatório do Pé Diabético (APD), que funciona na própria sede do CMAD.

Atualmente, o ambulatório conta com 325 pacientes ativos cadastrados. Segundo a coordenadora do centro, o diabetes tipo 2 é uma questão de prevenção. “O custo de um paciente amputado é muito alto”, afirmou Silva.

Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que uma em cada quatro brasileiros com diabetes pode ter problemas nos pés ao longo da vida, e 70% das cirurgias para amputação de membros inferiores no País têm como causa o diabetes mal controlado. São 55 mil amputações anuais. 

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