07/06/2019 às 17h46min - Atualizada em 07/06/2019 às 17h46min

Famílias se mobilizam contra a Reforma da Previdência em Uberlândia

Tópico do texto atinge diretamente idosos e deficientes que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC)

SÍLVIO AZEVEDO
Parentes de pessoas com deficiência e idosos farão ato neste sábado (8) em Uberlândia | Foto: Sílvio Azevedo
Um dos tópicos da polêmica reforma da Previdência atinge diretamente idosos e deficientes que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Pelo texto enviado ao Congresso, as novas regras poderão afetar o recebimento do benefício por cerca de 4,65 milhões de pessoas. Segundo o Governo Federal, essas mudanças poderão gerar uma economia de R$ 34,8 bilhões em 10 anos.

Uma mobilização nacional contra as mudanças previdenciárias acontecerá em diversas cidades do País. Em Uberlândia a ação está programada para este sábado, às 9h, na Praça Clarimundo Carneiro, organizada pelo movimento “Eu empurro essa causa”, formado por mães de crianças com deficiências motoras ou intelectuais.

Entre os pontos questionados pelo movimento estão o limite do critério patrimonial, aumento da idade de contribuição previdenciária para pessoas com deficiência, alteração nos valores da pensão por morte, aposentadoria por invalidez e por incapacidade permanente.

Mãe de duas crianças, uma delas com paralisia cerebral, Regiaine Boaventura, 26 anos, depende do benefício para sustentar a casa. “Mas a luta não é apenas para mim. Mas pela causa. As alterações podem comprometer a qualidade de vida de muitas pessoas”.

Ainda segundo Regiaine, a reivindicação é para que a reforma não atinja famílias que dependem dos benefícios assistenciais oferecidos pelo Governo Federal. “Nosso movimento é voltado pela luta de direitos para pessoas com deficiência. No momento, levantamos a pauta da reforma pois acreditamos que ela é desigual, bem injusta”.

O MOVIMENTO
O “Eu empurro essa causa” surgiu como forma de apoio a aprovação de um projeto de lei que amplia a renda per capita que cada família deve se encaixar para poder receber o BPC. “Nosso movimento surgiu para apoiar o PL 347/2018. Atualmente o valor é de ¼ de salário mínimo (R$ 249,50) por cada pessoa. Achamos o valor muito baixo. Por isso queremos a aprovação do projeto de lei que passará para 3/5 do salário (R$ 598,80). A diferença é muito grande e isso limita a quantidade de famílias beneficiadas”, afirmou Gabriela Bernardes, 33 anos, mãe do Gabriel, que tem paralisia cerebral.

Manifestação
Segundo a organização, são esperadas cerca de 100 famílias na Praça Clarimundo Carneiro. Entre as atividades, o grupo realizará panfletagem explicando os pontos críticos da reforma, abaixo-assinado para a aprovação do PL 347/2018 e discursos de conscientização sobre os direitos dos deficientes.

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