04/06/2019 às 09h20min - Atualizada em 04/06/2019 às 09h20min

Conselho da UFU debate medidas para enfrentar bloqueio orçamentário

Propostas sugeridas pelos membros do Consun, em reunião nesta segunda (3), serão analisadas pela reitoria

MARIELY DALMÔNICA
Conselheiro Edilson Graciolli diz que serão estudados impactos regionais causados por bloqueio orçamentário | Foto: Mariely Dalmônica
O Conselho Universitário (Consun) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) realizou, na tarde desta segunda-feira (3), uma reunião extraordinária para discutir medidas diante os bloqueios orçamentários implementados pelo Ministério da Educação (MEC). Foram propostas a realização de uma audiência pública para debater o problema e a elaboração de um material informativo para a comunidade acadêmica, que deve ser divulgado no site da universidade. Conselheiros, professores e reitores participaram do encontro.

Até o momento, foram bloqueados do orçamento da UFU R$ 42,8 milhões. “Os recursos foram indisponibilizados, foram cortados. Se eles vão voltar ou não, é outra situação. Faltam sete meses para o final do ano, e esses cortes representam cerca de 45% nos custeios das universidades e institutos federais”, afirmou o conselheiro Edilson José Graciolli, diretor do Instituto de Ciências Sociais. O corte de cerca de 30% no orçamento da UFU não atingiu o Hospital de Clínicas (HC-UFU), nem as folhas de pagamento.

Segundo Graciolli, durante a reunião, uma série de sugestões foram apresentadas e todas serão avaliadas pela reitoria. “A UFU tem uma importância muito grande, o orçamento dela é maior que o da cidade de Uberaba, por exemplo. O Instituto de Economia vai fazer alguns estudos sobre o impacto da universidade na economia regional”, disse.

Durante a reunião também foi debatido o Decreto nº 9.794, de 14 de maio de 2019, que dispõe sobre atos de nomeação e de designação para cargos em comissão e funções de confiança. “Esse decreto estabelece que as pessoas só podem ser nomeadas para esses cargos após uma análise da vida pregressa. Isso se trata de um monitoramento”, disse.

Segundo o reitor da UFU, Valder Steffen Júnior, que também estava presente na reunião, a universidade estudará como implementar cada uma das propostas sugeridas ao longo da reunião. “Em breve, vamos divulgar quais as ações de caráter administrativo vamos tomar, para tentar ter uma redução dos nossos custos operacionais”, afirmou.

Ainda segundo o reitor, os cortes serão iniciados nos contratos do pessoal terceirizado. “Não é um corte linear, tem áreas estratégicas. Nossa prioridade e responsabilidade é que os estudantes possam continuar com seus projetos educacionais”, afirmou. Áreas como a segurança também não podem mais passar por cortes, de acordo com Steffen.

O reitor ainda não divulgou números, mas afirmou que a UFU pretende fazer uma redução temporária nos contratos, para conseguir recompor o quadro de funcionários no final do ano letivo.
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