29/05/2019 às 17h42min - Atualizada em 29/05/2019 às 17h42min

Instituto de Medicina Integrativa precisa de ajuda financeira para receber mais pacientes

Objetivo da fundadora é criar um hospital para atender a comunidade de Uberlândia e região de forma gratuita

MARIELY DALMÔNICA
Médica Clarissa de Oliveira quer criar e administrar um hospital para atender a comunidade de Uberlândia | Foto: Arquivo Pessoal
Com o intuito de ajudar pacientes oncológicos carentes, a médica Clarissa de Oliveira, pós-graduada em oncologia e membro da Sociedade da Oncologia Integrativa, criou o Instituto Cado, uma organização sem fins lucrativos que trabalha com a proposta da Medicina Integrativa (M.I) e a Oncologia Integrativa (O.I) para combater o câncer. Segundo a médica, o próximo passo é criar e administrar um hospital para atender a comunidade de Uberlândia e região de forma gratuita, mas para isso é necessário que a comunidade.

A Medicina Integrativa é uma prática que trabalha a importância da relação entre o paciente e o profissional de saúde. Essa prática faz o uso de abordagens terapêuticas adequadas, com profissionais de saúde e disciplinas específicas para conseguir uma cura de forma individualizada. Já a Oncologia Integrativa é um ramo da Medicina Integrativa que integra à medicina convencional com práticas baseadas na biologia, técnicas mente-corpo, práticas de manipulação corporal, terapias energéticas e sistemas médicos tradicionais.

O instituto foi criado há cerca de um ano e conta com a participação voluntária de outros profissionais da área da saúde, entre eles oito médicos oncologistas e alunos do curso de Especialização em Medicina Integrativa da UNIUBE, onde Oliveira ministra aulas.
Desde o surgimento, o instituto funciona em uma sala da clínica de Oliveira, que já atendia pacientes oncológicos de forma gratuita há anos. “Ele é uma necessidade de tornar acessível o tratamento para pessoas que não tem dinheiro. Está sendo uma história bonita de ver”, disse.

As pessoas recebidas por Oliveira são consideradas pacientes desenganados, ou terminais, que entraram no tratamento chamado cuidado paliativo. “Tive paciente com tumor cerebral, que tinha seis meses de vida e teve sobrevida de cinco anos, mas muitos ficam aguardando atendimento e não podem esperar por muito tempo. Dói em mim ter que escolher quem eu vou atender”, afirmou a médica.

O objetivo de Oliveira é criar um hospital para comportar o Instituto Cado, onde diversos pacientes de Uberlândia e região possam ser atendidos de forma gratuita pelos médicos e profissionais de saúde que integram a equipe da médica fundadora, mas para a construção é necessário apoio e doações. “Costumo dizer que a melhor maneira de tratar o câncer é não tê-lo, e nós temos várias maneiras de mudar esse caminho”, disse Oliveira.
 
RETORNO
Os pacientes acolhidos pelo instituto costumam vir de diferentes regiões, até mesmo de outros estados. É o caso de Dalvina Alves, de 65 anos, que depois de tratar por anos de um câncer de pele, não encontrou nenhum tumor maligno no corpo nos últimos 18 meses.

A paciente é de Rio Verde, cidade do estado de Goiás, e viaja para Uberlândia toda semana para se tratar com a médica. “Minha mãe teve câncer por muitos anos, ela se tratava escondida dos filhos, porque a gente era muito pequeno”, disse o empresário Fernando Alves, um dos seis filhos de Dalvina.

Dalvina passou por mais de 100 cirurgias ao longo da vida e escapou de uma das piores em 2017. Há quase dois anos, ela foi diagnosticada com mais um tumor, dessa vez na região do queixo. “Os médicos queriam extrair a mandíbula inteira dela, ela não iria mais conseguir comer, não iria falar e não dava para colocar prótese. Disseram que se ela não operasse, ela não sobreviveria”, disse Alves.

Depois do diagnóstico, Dalvina ainda passou por mais uma radioterapia, e não melhorou. Na época, ela disse para o filho que não queria fazer a cirurgia. “Pela primeira vez eu vi que minha mãe tava desistindo da vida”, afirmou o filho, que marcou uma consulta com Oliveira e trouxe a mãe para Uberlândia.

Segundo Alves, a mãe se recuperou em menos de um mês, e o tratamento de Medicina Integrativa junto ao tratamento realizado nos anos anteriores, mudaram a vida de Dalvina. “Só quem vai lá [no instituto] consegue entender, minha mãe renasceu. Todo ano ela fazia pelo menos três cirurgias e nenhum tumor cancerígeno foi encontrado nos últimos exames feitos”, afirmou.

Hoje, Dalvina não sente dores e não precisa mais tomar morfina, como antigamente. A paciente de Oliveira disse que é preciso ter esperança para vencer o câncer.
 
SERVIÇO
Para atingir a meta de construir um hospital, a médica tem criado projetos e eventos beneficentes em prol da entidade. Na próxima semana, um show acústico do cantor Bruno, da dupla Bruno e Marrone, será realizado no Castelli Hall, em Uberlândia. A renda da bilheteria será toda revertida para o instituto.

SHOW ACÚSTICO COM BRUNO
Abertura: Sidney do Cerrado
Quando?  Dia 29/05, quarta-feira, às 21h
Onde? Castelli Hall
Venda de ingressos: 
MADEIRA YPÊ – Uberlândia Shopping | Loja 68, piso 1 | 10h - 22h
Mesa com 4 lugares - setores:
PLATINUM: R$ 1.000
GOLD: R$ 800
SILVER: R$ 600
BRONZE: R$ 400

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