28/05/2019 às 13h14min - Atualizada em 28/05/2019 às 13h14min

Oito pessoas são presas na região dentro da Operação Cronos da Polícia Civil

Em Uberlândia, homem foragido há 28 anos está entre os presos. Outras duas pessoas foram detidas na cidade

VINÍCIUS LEMOS
Oito pessoas foram presas em Uberlândia, Ituiutaba e Araguari, na manhã desta terça-feira (28), durante cumprimento de mandados de prisão na segunda fase da operação Cronos. A ação foi coordenada pelas polícias civis de 21 Estados brasileiros mais o Distrito Federal e tinha o objetivo de prender, na maior parte dos casos, suspeitos de cometerem homicídios.

Em Uberlândia, um homem estava foragido há 28 anos, suspeito de matar uma pessoa, mas não foram divulgadas informações sobre qual teria sido o crime. Mas a chefia do 9º Departamento da Polícia Civil informou que não havia prescrição do crime. Ao todo, três procurados foram detidos em Uberlândia no cumprimento de mandados nos bairros Santa Mônica, Tocantins, Luizote de Freitas e São Jorge. Na cidade, um delegado e dez investigadores participaram das ações da operação Cronos.

Em Ituiutaba quatro pessoas foram detidas por meio de mandados, enquanto em Araguari houve mais uma prisão. No total foram mais de 20 policiais em cinco equipes nos trabalhos do 9º DPC na operação. Não houve registro de problemas como resistência e fuga nas prisões. “Foi feito um trabalho preliminar, de levantamento dos alvos para que fossem expedidos os mandados de prisão. Nosso trabalho é contínuo até achar a pessoa. É um trabalho de profissionalismo”, afirmou o delegado chefe do 9º DPC, Marcos Tadeu de Brito Brandão.

Até o final da manhã desta terça, aproximadamente 200 mandados de prisão tinham sido cumpridos no País, sendo eles de homicídios comuns e feminicídio. A segunda fase da Operação Cronos tem o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), o Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil (CONCPC). Algumas ações já vinham acontecendo desde o início de maio e quase 40 pessoas tinha sido detidas no Brasil até aqui.

“Essa organização se dá pelas chefias das polícias civis em cada Estado e também pelo planejamento interinstitucional. É importante por ser um cerco fechado em todo o País”, afirmou Marcos Brandão.

Na primeira fase da operação, em agosto de 2018, mais de 2,6 mil pessoas foram presas, sendo 1,2 mil por força de mandados de prisão.
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