23/05/2019 às 07h36min - Atualizada em 23/05/2019 às 07h36min

Detetives de volta à ação

12ª temporada da série infantil começou nesta semana

ADREANA OLIVEIRA
Foto: Gloob/Divulgação
Está no ar desde a segunda-feira (20), no Gloob, a 12ª temporada de uma das séries infantis mais badaladas da TV brasileira: “Detetives do Prédio Azul”, ou D.P.A. para os mais chegados aos mistérios desse lugar comandado pela enérgica bruxa Leocádia Leal, de Claudia Netto que substitui a personagem que por dez temporadas ficou com Tamara Taxman.

Além de dona e síndica do Prédio Azul, Leocádia é também uma bruxa que vive com a Vó Berta (Suely Franco) que por conta de um feitiço está presa a um quadro de parede; a sobrinha encrenqueira e a jovem feiticeira Berenice (Nicole Orsini) e, mesmo tendo seu armazém no Porão, o bruxo-dragão Theobaldo (Charles Myara) também não sai do apartamento dela (sua prometida).

Mas o que torna esse prédio ainda mais interessante são os jovens detetives Sol (Letícia Braga), Bento (Anderson Lima) e Pippo (Pedro Henriques Motta). Se para Leocádia eles não passam de “pestes, pulgas, pirralhos”, para os fãs eles são a alegria da atração com suas engenhocas que misturam novidades com a velha escola de detetives. E claro, tem o simpático e trapalhão porteiro Severino (Ronaldo Reis), que na nesta temporada ganha promoção e vira gerente do hotel. Já não era sem tempo, o ator é o único que está desde que a atração estreou.

O Diário de Uberlândia traz uma entrevista exclusiva com atores dos elencos adulto e infantil da série e outros profissionais que ajudam a entender de onde vem tanto encanto. E já adianta: duas novas temporadas já estão confirmadas. A exibição dos novos episódios acontece de segunda a sexta-feira, às 19h, no Gloob.

DIÁRIO DE UBERLÂNDIA - O que pode destacar das gravações da nova temporada?
LETÍCIA BRAGA (Detetive Sol) – Tem um hotel, então tem muitas participações especiais diferentes, de bruxos malucos, cada um com uma personalidade diferente e os detetives vão ter que lidar com isso e com as confusões que a Dona Leocádia vai fazer em relação a cada um deles. Mas vai ser muito legal e muito divertido! Gravar essa temporada foi uma experiência muito boa, ainda mais convivendo com todos aqueles atores incríveis, foi bastante experiência que a gente pôde pegar pra gente.

O público infantil adora a mistura de histórias de crianças comuns, inteligentes, com magos e feiticeiras. Para você esse é o principal trunfo da série?
PEDRO HENRIQUES MOTTA (Detetive Pippo) - Sim. A série conta com um conteúdo infantil, seguro, mas ao mesmo tempo, inteligente e que apresente bons valores. É claro que toda a questão lúdica e mágica conta, mas também há algo de valor por trás de tudo.

NICOLE ORSINI (Feiticeira Berenice) - Esse convívio entre detetives e bruxos que as crianças tanto gostam são o ponto X do programa. Afinal, tudo que os detetives falham em resolver do jeito normal, sobra sempre para Berenice aqui, né?

LETÍCIA – Também concordo. Fica uma química muito legal entre três crianças normais e a magia dos bruxos. Quem não gosta de uma magia? A cada episódio é um feitiço, uma poção diferente. E assim, são três crianças normais que não precisam de muito pra brincar, então o que na televisão é magia, na casa vira imaginação da criança e ela pode brincar também.

Como enxerga a troca de experiência com o núcleo adulto da trama? Tem alguém do elenco que seja mais próximo de você?
PEDRO HENRIQUES- O elenco adulto é o que nos ensina mais, porém o mais interessante, é que nós também ensinamos algumas coisas a eles. Por gravar mais com eles, estou mais próximo do Ronaldo Reis (Severino), do Savio Moll (Tomatini) que é o meu pai na trama, e a Claudia Netto (Leocádia), mas todos do elenco me dão um apoio muito grande.
 
LETÍCIA – Os adultos já fizeram outros trabalhos antes de D.P.A., então a gente acaba pegando as dicas que eles trazem pra gente e absorve a experiência deles. É muito bom! Nós 4 (os detetives e a Berenice) somos muito ligados, estamos sempre juntos, nos ajudando. Mas eu acho que eu tenho uma química maior com a Nicole. A gente é bem amiga, conversa, faz coisas juntas, conversa muito sobre várias coisas, conversa por mensagem também.

NICOLE - A gente aprende muito com eles e acho que eles acabam aprendendo um pouquinho com a gente também, né?! Rs. Por trás das câmeras, nós todos somos muito amigos e nos divertimos muito gravando, como se fosse uma grande família!

O que você mais gosta no seu personagem? Tem algo em que vocês sejam muito parecidos ou muito diferentes?
PEDRO HENRIQUES - O Pippo é um menino otimista, animado, amigo, com uma relação boa com a família e criativo, isso talvez seja o mais legal no meu ponto de vista. Ele é comilão... eu como muitas coisas que ele come, mas não na mesma quantidade ou proporção, mas comecei a experimentar e até gostar de muitas comidas por conta das cenas de comilança dele.
 
LETÍCIA - Eu acho que tudo né? Porque ela é muito animada, gentil, honesta, fiel com os amigos dela... e é uma boa investigadora, que sabe muito bem trabalhar em equipe, eu gosto muito disso tudo. E uma diferença entre mim e ela é que ela mora no Prédio Azul e tem dois amigos que moram lá também, inseparáveis. E eu não moro no Prédio Azul (risos) e nem tenho muitos amigos no meu prédio né, mesmo assim sou muito feliz e gosto muito da minha personagem. Acho que a gente é muito parecida e foi um grande presente poder fazê-la.
 
NICOLE - O que eu mais gosto na Berenice, é que por mais que ela seja orgulhosa e sempre quer ser melhor em tudo, no fundo, lá no fundinho, ela tem um coração bom e acaba sempre ajudando os detetives. Eu não acho que sou muito parecida com a Berenice, mas a minha mãe diz que, às vezes, eu sou igualzinha a ela (risos).

Como é a interação com o núcleo infantil da trama, como funciona a troca de experiências?
RONALDO REIS (Severino) – É desafiador esse convite diário à evolução que nós temos. Todo dia nós precisamos estar muito concentrados, ter coerência nas palavras, nos movimentos, pra que a gente possa de verdade bater uma bola com as crianças de forma honesta. É importante que a gente capture a atenção das crianças pra que elas entrem no contexto do que tá sendo dito. E não existe essa de zona de conforto por estar fazendo D.P.A., por estar fazendo o porteiro. Não só a autora como todos os colaboradores confiam no meu trabalho e estão sempre colocando o Severino em situações nas quais preciso me transformar em outras coisas, tanto fisicamente quanto energeticamente. Às vezes, rola de um bruxo aproveitar que o Severino é um cara tranquilão, gente boa e que tá sempre disponível, para entrar no corpo dele e conseguir algum objetivo. Enfim, é uma honra. Os desafios são enormes, são diários, trabalhar para criança é algo que não tem preço e a gente busca todos os dias essa evolução, ou elas não acreditam no que estão assistindo. Criança é uma figura muito honesta, se ela gosta, gosta. Essa troca com o núcleo infantil funciona mais ou menos assim: nós entramos com a nossa técnica, com a nossa experiência e eles entram com o frescor e com o talento. Essas crianças que fazem D.P.A. com a gente são sensacionais e eu sou fã de todos eles, tanto do primeiro elenco, que foi incrível, quanto desse novo elenco.

CLAUDIA NETTO (Leocádia) - O desafio em trabalhar com crianças é encontrar o equilíbrio entre a seriedade e a descontração no set de filmagens. Nossa troca é muito rica, aprendemos todos, uns com os outros.

Como foi o clima das gravações da 12ª temporada?
REIS - A Dona Leocádia resolve transformar o prédio em hotel. Essa foi uma ideia que me deixou fascinado e eu estou apaixonado por essa temporada. Rolaram algumas pequenas transformações na portaria e no prédio para que ficasse com essa configuração de hotel. Em cada episódio, nós temos um hospede novo, trazendo questões, mistérios, foi uma delícia gravar. Todas são legais, mas essa foi especial. O Severino acaba sendo promovido e vira gerente do hotel, usa uma roupa meio diferente. A gente estava conversando sobre o tempo que estamos no ar e percebendo que isso é incrível! E o mais sensacional é que eu estou em todos os episódios desde a primeira temporada. Severino está em todas!

CLÁUDIA: Sempre muito divertido. A excelência do texto, a levada da direção, os atores adultos e as crianças de tanto talento, além das participações especiais, fizeram essa temporada ser muito especial! E, além disso tudo, fazer uma bruxa, com cenas em que existe magia, é sensacional! É claro que dá muito trabalho por causa dos efeitos especiais, mas a brincadeira de fazer isso acontecer me dá um prazer imenso!
 
Que característica do seu personagem considera mais intrigante?
REIS - Ele está sempre comentando que não acredita em nada disso de magia, de coisas sobrenaturais que acontecem, mas no fundo, no fundo, ele sabe de tudo o que acontece naquele prédio. Ainda assim, ele prefere se omitir, colocar isso como alguma variação da mente dele por estar muito cansado de tanto trabalhar, até porque, ele faz muita coisa no prédio, né? “Tudo eu, tudo eu, tudo eu”, mas graças a Deus a “minha santinha” está sempre ali fortalecendo ele. Acho muito intrigante essa coisa de ele viver num prédio onde muita magia acontece, mas preferir se colocar na posição de que “tudo que é real eu tomo conta, o que não for, melhor não comentar” (risos).

Claudia - Encontrar a medida certa para ser uma doce vilã. Procuro fazer a Leocádia, como uma criança mimada, dona da bola (no caso, dona do prédio) que, no fundo, é frágil e carente.
 
Qual o principal desafio em se manter uma série infantil no ar por tanto tempo e mantendo o padrão de qualidade?
FERNANDA NOVAES (gerente artística de projetos da conspiração filmes) - O desafio é nunca cair no automático. Saber que o público deve ser sempre surpreendido, ainda mais o infantil. A ânsia por novidades no D.P.A. vai da criação à pós-produção, que entrega os episódios a serem exibidos. Todos os profissionais envolvidos têm muito carinho e respeito por essa história de sucesso e vontade de continuar criando: novas magias, novos mistérios, novos personagens, novas histórias. Para manter a qualidade, temos um time grande na Conspiração que joga junto com o Gloob e essa parceria é fundamental. São muitos olhares complementares para todas as partes do processo (roteiro, produção, elenco, figurino, arte, filmagem, efeitos, sonorização).
 
Pode adiantar algumas das participações especiais que teremos na nova temporada? Poderemos esperar retorno de algum personagem de temporadas passadas?
O Hotel vai receber hóspedes incríveis como a Angélica como Rexy, uma atriz famosíssima que busca refúgio no Hotel do Prédio Azul (no episódio “A Ex” que foi ao ar na segunda-feira); o André Frateschi, como o roqueiro Vorki Star; Zezé Motta vivendo a rainha Petúnia, que vem de Melondion; e Cássio Scapin, como o divertido Pólidon, um bruxo chapeleiro que vai criar um chapéu super personalizado e divertido para cada morador do prédio.
 
O Gloob tem investido em conteúdo para diferentes plataformas. Como a tecnologia e novas mídias têm colaborado com a produção audiovisual brasileira?
LUCIANE NENO - GERENTE DE MARKETING E PLATAFORMAS DIGITAIS DA UNIDADE INFANTIL DA GLOBOSAT: A tecnologia é uma grande aliada e permitiu que o conteúdo ultrapassasse a fronteira do linear e alcançasse outras plataformas. Hoje, ele é pensado de forma 360.  Está na TV, no digital – em VOD, apps, games e redes sociais – e em todos os pontos de contato com o público. Para nós, isso é ainda mais natural e latente, pois assim como nossa audiência, já nascemos no contexto digital. A estratégia multiplataforma é parte do nosso DNA. Desde o início, nossas ações foram pensadas para gerar experiências, ampliar o diálogo e humanizar a relação com personagens e com a marca.
Essa lógica de consumo desafia a nossa criatividade a todo o tempo e nos permite inovar em modelos de produção. D.P.A. é um grande case do canal. Já são 12 temporadas exibidas, mais duas em produção, além de spin-offs, dois longas-metragens e, ainda, eventos de shopping e licenciamento de produtos que só reforçam o sucesso dessa marca ao longo dos quase sete anos de existência do canal.
Na última temporada da série, por exemplo, fizemos finais alternativos às sextas-feiras, que eram escolhidos pelo público através de uma votação nas redes sociais do canal. A criançada ainda pôde acompanhar as lives com o elenco no canal Mundo Gloob, no Youtube. Essa ação transmídia gerou um bom engajamento no digital - no Instagram, foram 23 mil novos seguidores em apenas 5 dias - e alavancou o resultado da TV, a temporada bateu recordes de audiência e levou o Gloob à liderança da TV paga, entre crianças, no horário de exibição do programa. Nessa 12ª temporada, vamos repetir a experiência. Por um outro ângulo, além de nos permitir gerar conversas sobre o conteúdo da TV em outras plataformas, as tecnologias também nos ajudam a nortear escolhas diariamente. Contamos com uma área de Pesquisa e Inteligência, dedicada a entender o comportamento do nosso público, que tem a particularidade de estar sempre se renovando. O cruzamento de análises de performance com estudos de comportamento vira conhecimento e, cada vez mais, baliza nossa tomada de decisão. Desenvolver conteúdos e ações capazes de atrair a atenção e o interesse dessas crianças em meio uma infinidade de ofertas é cada vez mais desafiador e esse olhar analítico tem se mostrado essencial para um planejamento estratégico eficiente.

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