16/04/2019 às 18h34min - Atualizada em 16/04/2019 às 18h34min

​Prefeitura de Uberlândia assina contrato para construção de duas pontes e um viaduto

Obras fazem parte do programa Uberlândia Integrada II; construção das pontes têm início marcado para maio

DANIEL POMPEU
Três contratos para início das obras foram assinados nesta terça-feira (16) | Foto: Daniel Pompeu
O prefeito Odelmo Leão assinou, na tarde desta terça-feira (16), três contratos para início da construção da ponte na avenida Oscarina Cunha Chaves - que ligará a via até a rua dos Sabiás -, ponte, sobre o córrego Vinhedo, e prolongamento da rua da Carioca - para desafogar o tráfego da avenida Nicomedes Alves dos Santos - e um viaduto na rua Conrado de Brito, para melhorar o acesso à região do bairro Custódio Pereira. De acordo com o prefeito, a previsão de conclusão das obras é de 8 meses. As duas primeiras têm início marcado para maio.

No caso do viaduto da Rua Conrado de Brito, apenas o contrato foi assinado. A ordem de serviço para execução da obra não foi efetivada devido a uma falta de autorização da da VLI Multimodal, empresa que controla a ferrovia pela qual passará o viaduto. “Vai passar pela faixa, dentro da faixa da ferrovia, e para isso eles tem que analisar o projeto, e dar as condições para utilizar [o espaço] e fazer a obra na área deles”, disse o secretário de Obras do município, Norberto Nunes.

As licitações, anunciadas pela Prefeitura no final de fevereiro deste ano, foram vencidas pela empresa catarinense Decc Construções. As três obras custarão cerca de R$ 8 milhões e fazem parte do programa Uberlândia Integrada II, que visa melhorar a mobilidade da cidade com obras na infraestrutura viária e de recapeamento. O orçamento total do Uberlândia Integrada II é em torno de R$ 140 milhões e foi viabilizado através do programa de Fomento à Infraestrutura e ao Financiamento (Finisa) da Caixa.

O prefeito Odelmo Leão explicou, durante a solenidade no Centro Administrativo, que um dos objetivos das três obras é desafogar o trânsito da cidade para que outras pontes e viadutos sejam feitos em áreas onde há maior concentração de veículos, como é o caso da avenida Rondon Pacheco. “Essas primeiras são para desconcentrar o trânsito nas avenidas principais para que nós possamos fazer a intervenção nessas avenidas. Porque nós vamos incomodar, mas vamos tentar incomodar o menos possível”, disse.

Sobre um viaduto da avenida João Pessoa (Rua México), marcado para ter processo licitatório iniciado em janeiro, o prefeito disse que a obra ainda está parada por questões de desapropriação de prédios no local. “Ali [no viaduto] da México se não tiver acordo de desapropriação, deposita em juízo e vamos ‘tacar o pau’”, disse sobre a possibilidade de judicializar a desapropriação.

Leão também afirmou que a gestão pretende, pelo menos, licitar 14 obras da segunda edição do Uberlândia Integrada até junho deste ano para que sejam finalizadas até o ano que vem. “Não quero deixar obra nenhuma parada para o outro governo.”

DÍVIDA DO ESTADO
O prefeito aproveitou a ocasião para dizer que muitos dos prefeitos filiados à Associação Mineira de Municípios (AMM) estão insatisfeitos com o acordo firmado com o governo do estado para pagamento da dívida de R$ 1 bilhão da gestão atual e R$ 6 bilhões da anterior. No acordo firmado, o montante referente ao mandato de Romeu Zema (Novo) começará a ser pago apenas em janeiro de 2020 e o da gestão de Fernando Pimentel (PT) terá início em abril do mesmo ano.      

“Feito o acordo nós vamos por em licitação a dívida e vamos vender a dívida e acertar as contas. Não vamos esperar 30 meses, 36 meses não. Isso também é ideia de todos os municípios associados à AMM. Licita, faz um leilão geral para todos os municípios de Minas, aí o banco que vencer é que vai cobrar do governo de Minas”, afirmou.

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