28/03/2019 às 13h59min - Atualizada em 28/03/2019 às 13h59min

Buracos e má conservação asfáltica dificultam trânsito no anel viário em Uberlândia

Recapeamento foi feito parcialmente em trecho; MGC-497 também tem problemas

VINÍCIUS LEMOS
Por causa dos buracos, motoristas relatam dificuldades para transitar no anel viário | Foto: Vinícius Lemos
Com recapeamento feito parcialmente, o anel viário, no setor oeste de Uberlândia, segue com problemas no pavimento no entorno do perímetro urbano. O que mais chama a atenção são os buracos. A MGC-497 também apresenta pavimento ruim até a cidade de Prata, a cerca de 70 km de Uberlândia. Motoristas reclamam das condições das vias, que na visão deles podem causar desgastes nos veículos e oferecem riscos de acidentes.

O trecho do anel viário que apresenta problemas começa no entroncamento com a BR-365, próximo ao bairro Jardim Patrícia. Dali, até chegar na saída de Uberlândia, na MGC-497, os motoristas enfrentam buracos, desgaste do pavimento e degraus com asfalto irregular em saídas para propriedades.

Há grande movimentação de veículos de carga na região, devido à concentração de centros de distribuição em um ponto do anel viário. Ao mesmo tempo, já próximo ao bairro Mansour, existe a obra de um condomínio de casas. As máquinas e homens seguem trabalhando por cerca de 2 km ao lado da pista. Há sinalização, contudo a falta de acostamento no trecho exige que o motorista fique atento, já que parte do canteiro fica próximo ao asfalto.

De acordo com o entregador Marcos Nunes Oliveira, que passa pelo local diariamente, o estado ruim do pavimento leva a dois problemas. O primeiro é a dificuldade de transitar pelo anel viário, já que os buracos exigem que os motoristas façam desvios nos locais de pior conservação. “Isso faz o trânsito ficar lento em uma pista que já exige que a gente ande devagar. Não tem ponto de ultrapassagem seguro aqui”, disse. Essa falta de segurança é o segundo problema, de acordo com o motorista, em decorrência do asfalto sem manutenção.

Cleuber Silva, que trabalha na região do bairro Jardim Patrícia, afirmou que quedas de motociclistas são comuns no anel viário e que já presenciou situações de perigo. “Muito motoqueiro cai por aqui, tem buraco demais. Tem carro que vai desviar e quase bate em outro, que vem na outra mão. Quando uma moto vai sair do asfalto para entrar para o bairro ou parar do lado da pista, entra em um asfalto muito ruim, que pode cortar o pneu”, contou.

RECAPEAMENTO PARCIAL
Em novembro de 2018, o Diário de Uberlândia havia apontado problemas no anel viário e parte dos buracos foram tapados. Contudo, vários outros trechos passaram por processo de desgaste, fazendo com que a pista voltasse a se tornar de difícil trânsito.

Entretanto, um trecho da via entre o trevo com a avenida José Andraus Gassani e o viaduto Paschoalina Felice foi recapeado recentemente, inclusive com a sinalização horizontal já refeita. Segundo pessoas com que a reportagem conversou, a obra terminou há aproximadamente um mês, mas a execução não foi continuada.

A MGC-497 também apresenta problemas desde a saída da cidade de Uberlândia até Prata. De acordo com motoristas, o pior trecho é a metade final da viagem até o município vizinho a Uberlândia. “Até na metade do caminho, o asfalto tem buracos, mas parece ser mais desgaste mesmo. Depois, até chegar em Prata, fica pior ainda”, disse o caminhoneiro Diego Silvano.

OUTRO LADO
Procurado, o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (Deer-MG), responsável pela manutenção das vias, não explicou os motivos para ter parado as obras de recapeamento no anel viário.

Por meio de nota, o órgão informou apenas que os serviços de tapa-buracos são executados conforme surge a demanda, tanto no anel viário, em um trecho de 11,4 km, quanto na MGC-497, de 77 km. Ainda segundo a nota, “nesta semana uma equipe está executando os serviços na LMG-749 (anel viário).”
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