15/03/2019 às 18h36min - Atualizada em 15/03/2019 às 18h36min

​Julgamento de ex-PM que matou professora acontece no próximo mês em Uberlândia

Crime foi registrado em 2015, no bairro Santa Mônica, quando a vítima foi assassinada a tiros

CAROLINE ALEIXO
Veridiana tinha 36 anos quando foi executada no final da manhã do dia 27 de outubro de 2015 | Foto: Reprodução/Facebook
O júri popular do ex-policial militar Clóvis Durade Cândido foi marcado para o mês que vem em Uberlândia. Ele responde pelo assassinato da professora Veridiana Rodrigues Carneiro com quem teve um relacionamento amoroso. A vítima foi morta por diversos tiros no bairro Santa Mônica em 2015.

O julgamento está previsto para ocorrer durante a tarde do dia 12 de abril no fórum da cidade. O réu foi excluído da Polícia Militar após o homicídio e está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, em área destinada a ex-policiais. 
Durante a sessão serão ouvidos o promotor de Justiça Sylvio Fausto de Oliveira, testemunhas de acusação,  além da defesa e o réu. 

Segundo as informações repassadas pelo advogado Júlio Antônio Moreira, o cliente está respondendo por homicídio duplamente qualificado por dificultar a defesa da vítima e motivo torpe (vingança). A qualificadora de feminicídio foi retirada ainda no início do processo depois que o advogado alegou que o cliente era casado e não tinha relação doméstica com a vítima.

PRONÚNCIA
Depois que Durade foi pronunciado a ir a júri com as duas qualificadoras, o advogado conseguiu retirá-las em recurso protocolado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) em Belo Horizonte.

Contudo, a Procuradoria de Justiça de Minas Gerais recorreu na instância superior e o pedido foi deferido. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a decisão de pronúncia do juiz de Uberlândia, com as qualificadoras, por entender que seria de competência do júri julgá-las. Moreira defendeu que o fato de a vítima tentar correr no momento do crime não configuraria impossibilidade de defesa.

RELEMBRE
Veridiana tinha 36 anos quando foi executada no final da manhã do dia 27 de outubro de 2015 em via pública, depois que saiu da escola onde trabalhava e chegava em casa. A polícia teve acesso a imagens das câmeras de segurança que flagraram o ex-sargento da Polícia Militar (PM) atirando diversas vezes contra a mulher na rua Doutor Laerte Vieira Gonçalves.
 
A professora chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos. Ela foi atingida por 13 disparos, conforme concluiu o inquérito da Polícia Civil, e os familiares disseram que o homem não aceitava o fim do relacionamento.
 

Câmeras flagraram Durade atirando várias vezes contra a professora | Foto: Reprodução 

Após o crime, o autor confesso foi encontrado em um bar na região e preso em flagrante pela própria PM. Durade, com 46 anos na época do crime, chegou a ficar internado e depois detido em uma cela do 17º Batalhão da Polícia Militar (BPM). Com a exclusão da PM, ele foi transferido para o presídio na região metropolitana.
 
Nos autos do processo, foi anexado um laudo médico que reconheceu o réu como semi-inimputável. O parágrafo primeiro do Artigo 26 do Código Penal prevê que “inimputáveis” estão isentos de pena por confirmação de doença mental ou desenvolvimento mental incompleto, sendo incapazes de entender o caráter ilícito do fato.
 
Isso quer dizer que no caso do ex-sargento, se condenado pelo crime, poderá ter a pena reduzida em 1
 a 2/3. 

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