19/02/2019 às 19h11min - Atualizada em 19/02/2019 às 19h11min

Reunião no MPE trata impasses no transporte escolar rural; aulas são adiadas em Uberlândia

Promotor de Justiça sugere recomendação de plano efetivo para reconhecer direito ao transporte de forma digna e honesta

MARIELY DALMÔNICA
Promotor do Patrimônio Público Luiz Henrique Borsari se reuniu com pais e servidores Foto: Mariely Dalmônica
Servidores de escolas municipais da zona rural, pais de alunos e motoristas de vans se reuniram na tarde desta terça-feira (19) no Ministério Público Estadual (MPE) para reivindicar as mudanças previstas no transporte de alunos e funcionários. De acordo com o promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, Luiz Henrique Borsari, uma reunião com a Promotoria da Justiça de Infância e Juventude iria ser feita para debater sobre o deslocamento de crianças e professores. 

“A sugestão apresentada pela promotoria do Patrimônio Público é a expedição de uma recomendação de um plano efetivo de reconhecer o direito de acessibilidade das crianças nas escolas de forma digna e honesta”, afirmou o promotor. 

Diante aos impasses, as aulas na zona rural que estavam previstas para iniciar nesta quarta-feira (20) foram adiadas. A Prefeitura de Uberlândia informou que a nova previsão é de que o ano letivo comece nas escolas rurais no dia 25 de fevereiro. 

A professora Alexandra Alvim dá aulas nos três turnos e precisa se deslocar da zona rural para uma escola da zona urbana à tarde. “A van me deixava a porta da outra escolas às 13h, que hora vou chegar agora?” 

Luciene Nogueira, mãe e moradora do assentamento Dom José Mauro, disse que o direito dos filhos e de outras alunos está sendo violado com a nova proposta de transporte escolar da Prefeitura. “Tem criança que mora longe de onde o Prefeito quer colocar o ponto de ônibus. Tem que ter uma van, não tem como levar meu filho à cavalo para a aula”, afirmou. 

Leia a matéria completa na edição impressa do Diário de Uberlândia desta quarta-feira. 
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