08/02/2019 às 09h35min - Atualizada em 08/02/2019 às 09h35min

Testemunhas prestam depoimentos na Justiça

MARIELY DALMÔNICA
Mais uma audiência de instrução criminal e julgamento dos investigados na Operação Poseidon foi iniciada, na tarde de ontem, na 1ª Vara Criminal do Fórum de Uberlândia. Cerca de 40 testemunhas de acusação e defesa começaram a ser ouvidas pelo juiz José Luiz de Moura Faleiros e pelos promotores de justiça Daniel Marotta Martinez e Adriano Arantes Bozola.

A operação, desencadeada em fevereiro de 2018 pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) em Uberlândia, investiga o desvio de R$ 8 milhões em obras do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) em favor da empresa Araguaia Engenharia.

Entre os denunciados estão David Thomaz Neto, ex-diretor técnico do Dmae, Carlos Henrique Lamounier Borges, ex-diretor presidente, Epaminondas Mendes, ex-diretor geral, o engenheiro João Paulo Voss, o proprietário da Araguaia Engenharia, Daniel Vasconcelos Teodoro, e o ex-funcionário da empresa Manoel Calhau Neto. Os seis foram detidos durante a primeira e a segunda fase da operação, que aconteceram nos dias 19 e 28 de fevereiro de 2018, respectivamente.

Entre as testemunhas ouvidas ontem estão funcionários que trabalhavam e trabalham no departamento. Não há previsão para término das oitivas.

POSEIDON

A Operação Poseidon partiu de uma representação protocolada no Ministério Público Estadual (MPE) pelo vereador Thiago Fernandes (PRP), em outubro de 2017, apontando indícios de crimes praticados na execução dos contratos entre a autarquia e a empreiteira.

Segundo a denúncia feita pelo MPE, os desvios de verbas estavam ligados a três contratos do Dmae com a Araguaia Engenharia, firmados nos anos de 2009 e 2010, com valor total de R$ 97,5 milhões. Assim, independentemente da realização das obras Araguaia, eram apresentadas medições como se tivessem sido cumpridos os termos contratuais por ordem de Daniel Vasconcelos e de seu funcionário e procurador João Paulo Voss.

Ainda conforme o MPE, do lado do departamento de água, os diretores Epaminondas Mendes e David Thomaz determinavam que Manoel Calhau e, posteriormente, Carlos Lamounier aprovassem as medições sem qualquer questionamento.
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