22/12/2018 às 08h37min - Atualizada em 22/12/2018 às 08h37min

Material sobe, mas lojas falam em segurar reajuste

Cadernos e mochilas podem encarecer até 10% após início do ano letivo

MARIELY DALMÔNICA
Cadernos devem ficar até 5% mais caros, segundo cálculo dos comerciantes | Foto: Mariely Dalmônica
Em todo início de ano cresce a procura por materiais escolares, que tradicionalmente sofrem reajustes. Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae), produtos como cadernos e mochilas podem ficar, em média, 10% mais caros no começo de 2019. Segundo empresários do setor, em Uberlândia, no entanto, o repasse ao consumidor final não será muito significativo.

Arnaldo Reis, gerente da Papelaria Central, disse que optou em manter os preços para chamar a atenção da clientela. “Mesmo que as mochilas tenham subido, por exemplo, mantemos o preço. Mas não teve muita alta, os cadernos aumentaram cerca de 5%”, afirmou. Ainda segundo ele, embora o reajuste nos preços dos materiais escolares não tenha sido muito grande, a movimentação de consumidores caiu neste mês, considerado um dos melhores do ano para as vendas. “Dos últimos cinco anos, esse foi o pior dezembro. Muitas pessoas estão pesquisando, mas estamos vendendo nove ou dez listas de materiais por dia, no ano passado eram 20 ou mais.”

Sebastião Bonfim, gerente da Papelaria & Cia, disse que nos últimos anos, os ajustes nos preços de itens escolares não passam de 10% ao ano. A papelaria, no entanto, só aplica o reajuste após a volta às aulas. “Tentamos manter os valores. Já tem muita gente fazendo pesquisa, mas só uma parte está comprando”, afirmou. 

O gerente ainda disse que o movimento pode aumentar até o fim do mês, afinal, muitos consumidores utilizam o décimo terceiro para comprar materiais escolares, “compram antes para aproveitar os preços e o estoque”, disse. “Vejo que muitos pais fazem a vontade do filho, deixam escolher alguns itens, para incentivar na escola.”

FISCALIZAÇÃO

Luciano Andrade, diretor de fiscalização Procon de Uberlândia disse que o órgão tem o objetivo de incentivar a população a pesquisar os valores no período de volta às aulas. “Fazemos uma pesquisa para termos parâmetro de preço. Em janeiro deste ano, encontramos uma variação de até 200% em determinado material”, afirmou. No próximo mês, o Procon fará uma parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) para realizar um balanço do mercado de papelaria. 

O Procon também faz fiscalizações nas escolas particulares antes das matrículas serem iniciadas, solicitando o índice de reajuste de contrato e verificando a lista de materiais escolares. “A gente trabalha com uma lei federal de 1999, que não traz restrição pessoal, mas alguns itens são considerados abusivos, entre eles, material de uso coletivo e de limpeza.”

ENSINO PRIVADO
 
Escolas projetam alta de até 6% nas mensalidades

Conforme o Diário de Uberlândia noticiou, as escolas particulares da cidade terão um reajuste de cerca de 6% no valor das mensalidades, de acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Triângulo Mineiro (Sinepe-TM). Os valores são readequados de acordo com diversos gastos e definidos através da planilha de custos de cada escola.

Ainda segundo o sindicato, o reajuste é feito com base no número de alunos pagantes e será semelhante ao de 2018, que variou entre 5% e 7%. Escolas com educação infantil e com educação inclusiva tem um custo maior porque exigem monitores.

Ainda de acordo com o Sinepe-TM, o salário dos professores e o aumento na mensalidade das escolas não estão atrelados.
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