07/12/2018 às 07h03min - Atualizada em 07/12/2018 às 07h03min

Zema descarta plano para privatizar Cemig

FOLHAPRESS

Governadores eleitos defenderam corte de gastos e ajustes fiscais diante de uma plateia de empresários na quarta-feira (5). Os eleitos por Minas Gerais e Rio Grande do Sul reafirmaram a disposição de aderir ao programa de recuperação fiscal do governo federal, mas descartam privatizar a Cemig e o Banrisul, respectivamente.

Os governadores eleitos Eduardo Leite (PSDB-RS), Romeu Zema (Novo-MG), Renato Casagrande (PSB-ES) e Wilson Lima (PSC-AM) participaram de evento organizado pelo Movimento Brasil Competitivo, presidido pelo empresário Jorge Gerdau, num hotel em São Paulo.

Zema, eleito em Minas e o primeiro governador do Novo, defendeu o corte de gastos e o fim do que chamou de "cabide de empregos". Sobre o programa de recuperação fiscal afirmou que o estado adotará as regras do governo federal.

O governador eleito já afirmou que a Cemig, empresa de energia de Minas, se vendida como está, valeria pouco e não resolveria o problema fiscal. Embora mantenha a privatização no horizonte, ele pretende valorizá-la ,e precisa convencer a Assembleia a mudar a Constituição estadual, que hoje veta a privatização da companhia.

Leite, que governará um estado em que os inativos representam 60% do gasto com pessoal, disse que a negociação da dívida com o governo federal começa do zero, mas descartou privatizar o banco público estatal como contrapartida.

"Essa discussão de privatização do Banrisul não será feita nos próximos quatro anos", disse o governador eleito do Rio Grande do Sul.  "Queremos encontrar alternativas que nos permitam manter o banco público e viabilizar a adesão ao regime."

Para Leite, o programa de recuperação fiscal é importante para cumprir a promessa de colocar os salários do funcionalismo em dia já no ano que vem.

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