27/09/2018 às 08h12min - Atualizada em 27/09/2018 às 08h12min

Entidades debatem relação de Uberlândia com o mundo

Serão apresentados hoje e amanhã os trabalhos de consultorias contratadas pelo Sebrae Minas

NÚBIA MOTA
Fabiana Queiroz disse que internacionalização vai muito além de importação e exportação | Foto: Núbia Mota
Autoridades e consultores se reúnem, hoje e amanhã, para debater a relação de Uberlândia com o mundo, na sede da Regional Sebrae Minas. A internacionalização de Uberlândia é o tema do workshop, que irá reunir representantes da diretoria das unidades de Acesso a Mercados e Inteligência Empresarial do Sebrae em Belo Horizonte, Câmara Internacional de Negócios, Centro de Direito Internacional, Conselho de Desenvolvimento Econômico de Uberlândia (Coden 2100), Prefeitura Municipal, entre outras entidades que atuam nesse setor. O objetivo é apresentar os trabalhos das consultorias contratadas pelo Sebrae Minas, iniciadas no início de 2017, nesse projeto-piloto pioneiro no Brasil, e mostrar no que a cidade já caminhou desde então e o que ainda é preciso ser feito.

A analista técnica do Sebrae, Fabiana Queiroz Romaniello, explicou à  reportagem do Diário de Uberlândia que a internacionalização vai muito além de importação e exportação. O estudo desenvolvido, na verdade, é feito em cima de quatro pilares: a sociedade, o governo, os negócios e a academia. “A ideia é fazer com que Uberlândia tenha uma marca que pode ser projetada para o mundo. Internacionalizar, por exemplo, é intercâmbio, quando o estudante vai para fora ou um estudante de fora vem para o Brasil. É troca de experiências, quando um mestrando ou doutorando vai para fora para fazer estudo de qualquer tecnologia. É turismo, é políticas de incentivo e acordos bilaterais com cidades irmãs. É negócios entre empresas”, citou Fabiana.

No fim de 2016 foi dado início ao projeto, denominado T0, como forma de levantar quais eram os pontos fortes de Uberlândia e o que era preciso ser feito. Nesta sexta-feira (28), será dado início ao T1, quando serão apresentados alguns pontos favoráveis, com cerca de 15 indicadores de que Uberlândia é uma cidade internacional, além de apresentar os retrocessos e as atuais necessidades. “Estamos a caminho. Fizemos um estudo, um gráfico da maturidade internacional da cidade no fim de 2016, o T0, com coisas boas e favoráveis e questões críticas, como a falta de um aeroporto internacional, que limita o crescimento da cidade. Também não temos porto, mas temos uma facilidade de logística férrea e rodoviária. Como estamos em um importante eixo logístico rodoviário, hoje, nossas mercadorias passam por esses modais. Mas a grande movimentação internacional não depende disso, porque é feita de modo eletrônico, pela internet. E nesse ponto, Uberlândia tem uma grande facilidade. Nós somos um polo de tecnologia”, citou Fabiana.

A analista de acesso a mercados do Sebrae Minas, Laila Kallab, falou sobre a complexidade para o desenvolvimento de um projeto que aborda a internacionalização de uma cidade. “Partimos da análise completa do desenvolvimento econômico local, pois entendemos que é uma oportunidade para fomentar um ambiente mais favorável ao processo de internacionalização das empresas e, consequentemente, gerar valor e relevância para os pequenos negócios”, afirmou a analista.

Como o evento tem um assunto específico, o convite foi direcionado a lideranças que pensam no futuro da sociedade, como Convention & Visitors Bureau, CDL, Aciub, Fiemg, Senac, Sindicomércio, UFU, UNA, Unibe, Correios, Algar, Coden, Prefeitura de Uberlândia, entre outras entidades. Todos terão acesso aos materiais produzidos nas consultorias.
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