02/08/2018 às 08h24min - Atualizada em 02/08/2018 às 08h24min

Festival deixa o Fundinho mais charmoso

Música de qualidade e estrutura de primeira linha para conquistar ainda mais os uberlandenses

ADREANA OLIVEIRA | EDITORA
A banda Blues Beatles encerra o festival no sábado, às 21h | Foto: Divulgação
A Praça Clarimundo Carneiro, Patrimônio Histórico de Uberlândia, torna-se, amanhã e sábado, palco para a realização do 2º Fundinho Festival, que no ano passado, no mesmo local, foi sucesso de crítica e público. E mesmo com o orçamento menor que o de 2017 o festival promete levar música de qualidade no espaço transformado para receber músicos de Belo Horizonte, Goiânia, São Paulo, Araxá, Uberaba, e claro, as pratas da casa. A programação (veja detalhes nesta página) é toda gratuita. A exemplo da primeira edição, os produtores afirmam que a pontualidade marcará novamente o evento.
São dez atrações que se dividem nos dois dias – quatro na sexta e seis no sábado – que trazem desde o blues mais original até experimentações derivadas dele e do jazz, sem deixar de lado aquela mistura com a música brasileira que só nossos competentes músicos são capazes de fazer.

Sem o jazz e sem o blues não existiria o rock... e talvez não existiria os Beatles. E se o repertório dos quatro fabulosos de Liverpool já é impecável, imagine-o repaginado, em versão blues. É isso que Marcos Viana (vocal), Frederico Bichuete (guitarra), Flávio Naves (teclados), Bruno Belculfiné (baixo), Frederico Lemos (bateria) e Denilson Martins (saxofone) apresentam na banda Blues Beatles, escolhida para fechar o evento no sábado.
Ao ouvir o disco ou assistir aos vídeos da banda é impossível não se mexer, se é divertido para o público, imagina para os músicos. “Música é sempre diversão. Não consigo imaginar alguém em uma banda que não esteja se divertindo e o Blues Beatles surgiu assim, num ensaio de nossa outra banda, a Today”, conta o vocalista Marcos Viana, em entrevista ao Diário de Uberlândia.

Marcos não se lembra de ouvir um projeto parecido com o deles. “Mas ouço muitas versões nossas ultimamente [risos], mas deve ter, afinal, é muito amor pelos Beatles”. Ele conta que gostava de ouvir um disco de versões cubanas para os clássicos dos Beatles. O Blues Beatles debutou nos palcos em 2013 e os vídeos de músicas como “A hard day´s night” chegaram a milhões de visualizações. O sucesso foi tanto que o grupo já foi para a Dinamarca e Estados Unidos e voltará aos dois países para shows na próxima semana.

“Não entendo direito o que aconteceu, quando vi estávamos lá. Não sei por que mas nosso disco vende muito bem nos Estados Unidos e já fizemos 17 shows em um mês lá”, revela Carlos.
O músico afirma que o Blues Beatles está ansioso para chegar a Uberlândia e fazer um ótimo show. “Ah, o público mineiro é sempre o melhor”.
 
ESTRUTURA
Interdição de via dá mais espaço e melhor visibilidade para o público

A estrutura para o 2º Fundinho Festival começou a ser montada na segunda-feira (30), o produtor cultural Marcelo Mamede, idealizador do festival junto com Marco Túlio Morais, recebeu a reportagem do Diário na manhã do dia seguinte. Entre andaimes, fios, cones e faixas zebradas que cercavam uma área da praça, tinha que interromper frequentemente a entrevista para alertar vários pedestres que ignoravam completamente a sinalização.
“O trabalho de montar um festival começa muito antes de a programação ser anunciada e são várias as etapas. Neste ano, a ideia é manter a qualidade que apresentamos em 2017 com algumas melhorias e a segurança está mantida, com profissionais que já trabalharam conosco”, disse o produtor.

Em janeiro, na Moinho Cultural, eles já começaram a desenhar o festival, aprovado na Lei Estadual de Incentivo à Cultura, patrocinado pela Algar, porém, com orçamento bem menor que o anterior. “Mesmo assim a expectativa é que público e artistas saiam tão satisfeitos como o ano passado. Desta vez, por exemplo, conseguimos algo que não foi possível no primeiro festival, a interdição de uma das vias da avenida João Pinheiro. Dessa forma, essa área lateral abrigará a área de alimentação e bebidas e o público ganha mais espaço com melhor visibilidade para os palcos”, explicou.

Os palcos serão ao lado do Museu Municipal e sobre o Coreto. Toda a área receberá uma iluminação especial, os banheiros serão em uma área separada que contará com manutenção e a ideia é tornar o espaço acolhedor. “No ano passado tivemos um público aqui que não curtia jazz nem blues, mas se sentiu acolhido pelo espaço que ganhou mais vida”, conta Marcelo.
A Praça de Alimentação contará com nove food trucks. Dois espaços são para cervejarias artesanais e uma novidade, a pedido do público, será o WineTruck, com uma carta de vinhos variada.

ACESSIBILIDADE
O festival afirma que no ano passado recebeu um feedback positivo de cadeirantes e pessoas com alguma dificuldade de locomoção, porém, algumas reclamaram da dificuldade de acessar um local com melhor visibilidade. Segundo Mamede, apesar de haver acesso para eles, quando o espaço fica muito cheio até isso é prejudicado. Por isso, produtores e seguranças estão instruídas a sempre oferecer ajuda às pessoas com deficiência para que aproveitem ao máximo os shows.
 
SERVIÇO
O QUE: Fundinho Festival – Jazz e Blues – Edição Uberlândia 130 Anos
QUANDO: Sexta (3) das 18h às 23h; e Sábado (4) das 16h às 23h.
ONDE: Praça Clarimundo Carneiro
ENTRADA FRANCA
CLASSIFICAÇÃO: livre
INFORMAÇÕES: fundinhofestival.com.br
 
PROGRAMAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO
AMANHÃ (3)

18h Tiago Martins Quarteto (Araxá) - Palco Coreto
Tiago é guitarrista, violonista, professor e compositor com 20 anos de carreira. Sua estética musical pode ser definida como world music com influência da música brasileira e jazz fusion. Ele se apresenta acompanhado por Henrique Reis (acordeon e teclados), Erasmo Valeriano (baixo) e Neto Ribeiro (bateria).

18h45 Edson Jr. Quinteto convida Nicolau Sulzbeck (Uberlândia) - Palco Museu
O guitarrista e compositor uberlandense Edson Jr. começou a carreira aos 13 anos. Para o show no festival ele convida o violinista Nicolau Sulzbeck para o show “Atmosfera Jazz” valorizando o fusion. Completam o grupo o tecladista Mateus Morbeck, o baixista Marcelo Reis, o baterista Cícerus Cajuzinho e o saxofonista Tim Fernandes.

20h Jambalaio (Uberaba/Uberlândia) - Palco Coreto
O trio instrumental traz na formação Pedro Amui (teclados), Ricardo Moraes (baixo) e Jack Will (bateria) e apresenta o show “Elektro”, que traz elementos do jazz e rock envolvidos em texturas eletrônicas de sintetizadores e acústicas dos tambores. A performance é marcada por muitas improvisações e energia.

21h Hammond Grooves convida Cuca Teixeira (São Paulo) - Palco Museu
Esse é um legítimo organ trio que traz um jazz autoral com influências brasileiras, soul, blues e funk e inclui sucessos do soul jazz nos shows, no qual apresentam um fascinante órgão Hammond B3. O grupo conta com Filipe Galadri (guitarra) e Daniel Latorre (Hammond) e contará com a presença super especial de talentoso Cuca Teixeira na bateria.
 
SÁBADO (4)
16h Zé Iuri (Uberlândia) - Palco Coreto
Zé Guilherme (guitarra, violão e baixo) e Iuri Resende (guitarra e baixo) formaram um power trio no final de 2016, com a saída de um dos integrantes o duo toca hoje com o baterista Vinícius Silva (ex-Porcas Borboletas). No repertório grandes nomes clássicos e contemporâneos do blues e um pouco de folk e rockabilly.

17h Black Jack 21 (Uberlândia) - Palco Museu
A banda apresenta no sábado o show “Rice and beans”, com formato acústico e intimista. Serão apresentadas composições autorais e releituras de clássicos do blues, rock e soul em arranjos próprios. O grupo é formado por Maurício Winckler (guitarra, violão e vocais), Jack Will (bateria), Fred Costa (violão), Marco Langoni (baixo) e André Henriques (teclados).

18h Blue Haze Blues Band (BH/Uberlândia) - Palco Coreto
Liderada por Bruno Castro (gaita e vocal), a Blue Haze aposta em uma mistura. Ao contrário de grande parte dos gaitistas que escolhem entre os estilos tradicional ou moderno, ele fica com os dois. No festival o artista será acompanhado por Maurício Winckler na guitarra e vocal, Gringo no baixo e Cláudio Melazzo na bateria.

19h Bruno Rejan Quinteto (Goiânia) - Palco Museu
Contrabaixista, arranjador e compositor, Bruno é reconhecido pela imprevisibilidade no discurso musical. Além de ser u m virtuose, traz um diálogo musical inusitado que se estende dos arranjos para as improvisações. Será acompanhado por Henrique Reis (teclados), Guilherme Santana (bateria), Adil Silva (trombone) e Wanderson Nascimento (sax e flauta)

20h Chico Suman Trio (São Paulo) - Palco Coreto
Chico é cantor, compositor e guitarrista considerado um dos intérpretes mais celebrados nas melhores casas de show de São Paulo. Tem ótimas releituras de blues e rock registradas em um CD de 2015. O primeiro álbum autoral veio no ano passado, “Death and life”, com oito canções. Se apresentam com ele o baterista Rodrigo Ramos e o baixista Márcio L. Gonçalves.

21h Blues Beatles (São Paulo) - Palco Museu
Eles são Beatlemaníacos. Resolveram improvisar um blues com “A hard days night” e colocaram na internet. Conseguiram em pouco tempo mais de 2 milhões de visualizações e a mistura, que se mostrou sucesso, levou aos primeiros shows do grupo. Depois do Fundinho Festival, eles seguem para shows na Dinamarca e nos Estados Unidos.
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