18/07/2018 às 08h03min - Atualizada em 18/07/2018 às 08h03min

Samu fez mais de 900 atendimentos em 15 dias

No total, 38 pacientes foram encaminhados para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia

MARIELY DALMÔNICA | REPÓRTER
Mariely Dalmônica
Após 15 dias em funcionamento, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizou mais de 900 atendimentos nos 26 municípios atendidos pelo Consórcio Público Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião do Triângulo Norte (Cistri). Nesse período, o Samu encaminhou 38 pacientes para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), único que realiza atendimentos de alta complexidade.
O serviço entrou em operação no dia 3 deste mês para atender cerca de 612 mil habitantes, e até a tarde de ontem, 4.600 ligações foram recebidas neste período. Dessas ligações, 905 foram atendimentos, 108 em Unidades de Suporte Avançado (USAs) e 797 em Unidades de Suporte Básico (USBs). Segundo dados do Cistri, do total de atendimentos das últimas duas semanas, 23 pacientes em situação de emergência e 15 em prioridade média ou baixa complexidade foram encaminhados ao HC.

“Está tudo acima das nossas expectativas, temos que fazer alguns ajustes, vai passar por adaptações. São 300 a 400 ligações por dia, mais de 100 ocorrências. Dessas ocorrências, 65% foram de atendimentos clínicos e 26% de atendimentos traumáticos”, disse o secretário executivo do Cistri, Rodrigo Alvim.
No momento, 21 ambulâncias estão operando, três são USAs e ficam nas cidades de Araguari, Ituiutaba e Patrocínio, e as outras 18 são USBs. No total, 244 profissionais estão atuando no Samu, dentre eles, médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, condutores socorristas, e a Central de Regulação das Urgências, que funciona na sede da 9ª Região Integrada de Segurança Pública, em Uberlândia.

“Aqui nós recebemos todas as ligações. O médico atende e determina qual o tratamento inicial, e se esse tratamento pode ser feito na própria ambulância. Antes de mandar a equipe, ele também define qual a ambulância irá até o local”, afirmou o secretário executivo.
Ainda segundo Alvim, o objetivo do Samu é organizar a rede de saúde e atender o paciente em até 30 minutos. “O serviço deve levar o paciente para o local onde ele tem que ser realmente atendido. Temos muitas coisas para adequar ainda, mas o Samu é um elo que faltava, ele organiza esse fluxo”, disse.
 
FUNCIONAMENTO
 
Os municípios de Monte Carmelo, Araguari, Ituiutaba e Patrocínio são referência para os atendimentos de média complexidade, e os casos mais graves estão sendo encaminhados para o Hospital de Clínicas. As cidades que recebem atendimento especializado irão receber recursos extras do Governo Federal.
O Samu é mantido pelos municípios, que contribuem mensalmente com R$ 0,30 por habitante, pelo Estado (R$ 1,6 milhão mensal) e pelo Governo Federal, que ainda não definiu os valores a serem repassados – até que o serviço seja habilitado no Ministério da Saúde, o Estado se comprometeu a repassar os valores referentes à União.

Atendimentos de 3 a 17 de julho
905 atendimentos
108 em Unidades de Suporte Avançado (USAs)
797 em Unidades de Suporte Básico (USBs)
 
Pacientes encaminhados ao HC
23 em situação de emergência
15 em prioridade média ou baixa complexidade
 
 
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