20/06/2018 às 09h11min - Atualizada em 20/06/2018 às 09h11min

Cem professores aderem à paralisação de 24h

VINÍCIUS LEMOS | REPÓRTER
Professores fizeram ato, ontem, em praça da região central de Uberlândia (Cláudio Fernandes)
Professores da rede particular de ensino fizeram uma manifestação no Centro de Uberlândia, na manhã de terça-feira (19), durante a paralisação de 24h promovida pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG). De acordo com a associação, cerca de 100 profissionais aderiram ao movimento.
Em assembleia, também feita na manhã de terça, o Sinpro decidiu, junto aos professores que participaram da manifestação, que não haverá assinatura de convenção coletiva de acordo com a proposta que teria sido apresentada pelo sindicato patronal. Nos últimos meses, a categoria vem debatendo com o patronato a possibilidade de manter, na convenção coletiva, pontos como a homologação obrigatória no sindicato e a isonomia salarial, de modo que novos contratados não tenham salários menores que o último professor empregado pela escola.
Não foi divulgado balanço de quantas escolas foram afetadas e o impacto da paralisação. Além da concentração no hipercento, houve caminhada por algumas avenidas da região como parte da manifestação.
Segundo a diretora do Sinpro, Celina Arêas, no dia 26 haverá uma reunião com o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Triângulo Mineiro (Sinep-TM) e a proposta discutida será levada para nova assembleia com os professores. “Se for mantida a retirada de direitos, será greve no dia 27”, disse.

ESCOLAS

De acordo com o Sinep, as escolas funcionaram normalmente e em apenas uma unidade houve paralisação total. “Temos algumas ausências pontuais. Tivemos notícia ontem que uma escola teve suas atividades suspensas, mas por iniciativa da escola. O movimento está amparado pela rede pública estadual, que não tem perspectiva em receber a parcela do salário”, disse a presidente do sindicato, Átila Rodrigues.
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