16/06/2018 às 07h42min - Atualizada em 16/06/2018 às 07h42min

Uberlândia figura entre as cidades com mais mortes violentas no País

MARIELY DALMÔNICA
DIVULGAÇÃO
A taxa de homicídios em Uberlândia subiu de 20,8 para 22,2 mortes para cada 100 mil habitantes entre os anos de 2015 e 2016. É o que aponta levantamento do Atlas da Violência 2018, idealizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Mesmo com a alta, entre os 309 municípios pesquisados, todos com mais de 100 mil habitantes, Uberlândia é o 99º menos violento. 

De acordo com o Coronel Cláudio Vitor, comandante da 9ª Região de Polícia Militar (RPM), a variação estatística divulgada está dentro do esperado, se comparado ao número de 2014, onde foram registradas 24,2 mortes violentas para cada 100 mil habitantes. “Nós tivemos uma reforma na administração para aumentar o efetivo na rua e também fizemos a implementação da frota terceirizada. Tudo isso otimizou o policiamento em Uberlândia. Isso fez com que a gente pudesse ter um resultado positivo, de certa forma”, afirmou o comandante. 

Em 2015, Uberlândia registrou 138 mortes violentas, e em 2014, 214. Foram 76 assassinatos a menos, uma diminuição de 35% no período de um ano. O Atlas da Violência referente ao ano de 2016 ainda não divulgou o número exato de mortes referentes a cada município pesquisado. 
Em Minas Gerais, Betim teve a maior taxa: 60,8 mortes a cada 100 mil habitantes. Em seguida, vem Ribeirão das Neves, com 53,1, Contagem (51,9), Governador Valadares (48,6), Sete Lagoas (40,1), Juiz de Fora(36,3), Belo Horizonte (31,9), Montes Claros  (27,1) e Uberlândia.

PAÍS

Metade dos homicídios registrados em 2016 ocorreram em apenas 123 cidades brasileiras, aponta o Atlas da Violência 2018. Juntos, esses municípios representam apenas 2,2% do total de cidades brasileiras. Apesar de pequenos, os números são superiores aos de 2015, quando 109 localidades respondiam por metade das mortes violentas no país. Fato que, para os pesquisadores, indica a propagação da criminalidade para cidades menores, processo que vem sendo observado por especialistas desde meados dos anos 2000.

Entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, as mais violentas se concentram nas regiões Norte e Nordeste. No entanto, o ranking dos 309 municípios com maior taxa de mortalidade é encabeçado por Queimados, no Rio de Janeiro, com 134,9 homicídios por grupo de 100 mil pessoas.
As quatro cidades seguintes com os maiores índices de letalidade ficam na Bahia. Com uma taxa de 124,3 homicídios por grupo de 100 mil habitantes em 2016, Eunápolis ocupa o segundo lugar entre as mais violentas. Em seguida vem Simões Filho (107,7 homicídios/100 mil habitantes); Porto Seguro (101,7 homicídios/100 mil habitantes) e Lauro de Freitas, com 99,2 homicídios/100 mil habitantes.
Já a relação das cidades com a menor taxa média de homicídios em 2016 começa com Brusque (SC), onde foi registrada uma taxa média de 4,8 homicídios por 100 mil haqbitantes. Logo em seguida ficaram Atibaia (SP) (5,1); Jaraguá do Sul (SC) (5,4); Tatuí (SP) (5,9) e Varginha (MG) (6,7).

Entre as capitais, Belém assumiu o título de mais violenta de 2016, com uma taxa média de 76,1 homicídios por grupo de 100 mil habitantes. Ela é seguida por Aracaju (73 homicídios/100 mil habitantes); Natal (62,7); Rio Branco (62,6) e Salvador (57,8).

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