06/06/2018 às 00h08min - Atualizada em 06/06/2018 às 00h08min

Ondas de ataques não têm relação, diz PM

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Autoridades policiais não veem relação entre as duas ondas de ataques incendiários contra ônibus e imóveis realizadas em Uberlândia. A mais recente teve início no domingo (3) e já danificou oito veículos, total ou parcialmente. Até o fechamento desta edição, mais dois ataques tinham sido registrados no início da noite de ontem, além de outros três entre a noite de segunda e a madrugada de terça. Além de Uberlândia, outras 17 cidades do Estado registraram ocorrências semelhantes nesta semana. Ainda na manhã de ontem, a Polícia Militar (PM) voltou a reunir com representantes das empresas do transporte coletivo de Uberlândia para discutir os ataques a ônibus.

Desde domingo, quatro carros foram queimados totalmente, três foram queimados parcialmente e outros três sofreram tentativas. Os danos gerados pelos ataques de ontem à noite ainda não tinham sido divulgados pelo Corpo de Bombeiros até o fechamento desta edição. Uma agência bancária, uma agência dos Correios e o Ecoponto Guarani também sofreram ataques. 

No início da noite, um ônibus foi atacado na rua das Florestas, no bairro Laranjeiras. Entre a noite de segunda-feira (4) e a madrugada de terça-feira houve mais três ocorrências e nenhum dos suspeitos foi localizado. Na rua Tenente Mardônio Souza Silva, no bairro Morada Nova, foi registrado um incêndio. Na Rua Rubens de Freitas, no bairro Pacaembu, os suspeitos jogaram pedras no ônibus e atingiram uma das portas. Na rua João Justino Fernandes, no bairro Roosevelt, um suspeito ameaçou o motorista com uma arma de fogo e com a ajuda de outra pessoa, colocou fogo no veículo, mas as chamas foram contidas. 
Após a reunião de ontem, Iverton Mantovani, gerente executivo da Associação das Empresas Delegatárias do Serviço Público de Transporte Coletivo de Passageiros de Uberlândia (Ubertrans), disse que mudanças nos itinerários das linhas podem ser discutidas em decorrência dos ataques. “Toda a frota será mantida nos horários de pico e após às 22h poderá ter uma redução, iremos definir isso com a Prefeitura. Não queremos que a população seja prejudicada, mas desde abril já tivemos o prejuízo de R$ 6 milhões e isso é preocupante”, disse.  

De acordo com o major da PM Rodrigo Brasil, a Força Tarefa continuará funcionando. “Estamos trabalhando de forma integrada para dar uma resposta à sociedade e trazer segurança novamente à comunidade. Todas as informações que recebemos estão sendo trabalhadas e nós já prendemos algumas pessoas por crime de danos. Fora isso, a Força Tarefa optou por não falar o que está sendo tratado nas reuniões, para não prejudicar as ações e estratégias”, disse. 

Segunda onda em 2018

Essa foi a segunda onda de ataques a ônibus e outros pontos da cidade. Ao todo, 18 veículos do transporte coletivo foram queimados desde abril, na soma entre os ataques deste domingo e os da primeira onda, quando 11 ônibus foram queimados total ou parcialmente. Uma clínica médica e uma estação do corredor da avenida João Naves de Ávila também foram atacadas em abril.
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