05/06/2018 às 09h54min - Atualizada em 05/06/2018 às 09h54min

Distribuição de gás de cozinha segue irregular

População sofre para conseguir botijões mesmo após fim da paralisação

MARIELY DALMÔNICA | REPÓRTER
Foto: Divulgação
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Revendedora Big Gás, no Roosevelt, tem distribuído senha para atendimento de clientes
 
MARIELY DALMÔNICA | REPÓRTER
 
Mesmo após uma semana do fim da paralisação dos caminhoneiros, a distribuição de gás de cozinha em Uberlândia ainda não foi normalizada. Parte da população tem enfrentado filas nos depósitos para conseguir botijão para cozinhar. A reportagem do Diário de Uberlândia procurou as distribuidoras de gás, que não quiseram se manifestar, nem dar uma previsão para a normalização do serviço.
Segundo alguns revendedores, distribuição de botijões ainda é insuficiente para atender a demanda após o fim da greve. Sandra Carvalho e o marido são donos do Gás Avenida, depósito que fica no bairro Tocantins, zona oeste da cidade. Na semana passada, os dois visitaram vários fornecedores, mas não encontraram o produto para revender. “Hoje [ontem] avisaram que ia chegar pela manhã, mas não recebemos. No domingo, chegou apenas 60 botijões. Avisei alguns clientes que já tinham me procurado antes, principalmente pessoas que não têm micro-ondas e com criança em casa. O gás acabou em meia hora”, disse Sandra.
Daniel Lucas é dono do Big Gás, depósito que fica no bairro Presidente Roosevelt, na zona norte. Segundo ele, a demanda é tão grande que se faz necessário distribuir senhas para atender os clientes. “Estamos fazendo isso para o pessoal não ficar parado esperando debaixo do sol. Mas não tem dia certo para chegar [os botijões], quando chega, não vem nem metade do que estávamos acostumados.”
Enquanto a situação não normaliza, a população tem que se adaptar. A atendente de telemarketing Iris Cabral, por exemplo, está evitando usar o gás com muita frequência para economizar. “Mesmo que eu ainda tenha gás, já estou procurando. Liguei nos depósitos perto da minha casa, fui para a internet pesquisar outros na cidade, mas eles não estão nem atendendo o telefone mais. Enquanto isso, estou usando micro-ondas e panela elétrica sempre que dá”, disse Iris.
Joselina da Silva é porteira e passou a segunda-feira (4) pensando em como faria o jantar. “Meu gás acabou na sexta-feira. No fim de semana eu tinha comida pronta e esquentei no micro-ondas. No sábado e no domingo, fui em três distribuidoras, todas tinham filas e estavam dando senha. Não consegui comprar em nenhum lugar.”
A pensionista Janete Moreira está há cinco dias sem gás de cozinha, mas conseguiu um ótimo aliado para ajudá-la: o fogão à lenha, que tem sido utilizado até pela irmã Elenice de Freitas. “Até passei meu telefone para a dona de um depósito aqui no bairro, quando chegou o gás ela me ligou, mas acabou muito rápido e eu não comprei. Meu filho foi pessoalmente em outros lugares, mas também não encontrou. Aí arrumamos madeira e colocamos o fogão à lenha para funcionar. Aqui a gente alimenta até um bebê, não podemos ficar sem fazer comida”, disse Janete.
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