31/05/2018 às 09h26min - Atualizada em 31/05/2018 às 09h26min

Sem bloqueios, postos são reabastecidos mais rápido

Está proibida a venda em galões ou garrafas

Aos poucos, o reabastecimento de combustíveis na maior parte dos postos em Uberlândia volta à normalidade, após o fim do desbloqueio nas saídas das distribuidoras da cidade. Ontem, caminhões-tanque ainda chegaram a deixar o terminal da Petrobrás em Uberlândia com escolta policial, apesar de em algumas regiões do Estado já não haver o acompanhamento de segurança em todos os transportes.

 Nas rodovias federais que cortam a região, a Polícia Rodoviária Federal informou que desde o início da tarde de ontem não havia mais bloqueios e nem paralisações de caminhoneiros.
Nota divulgada ontem pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro) apontava expectativa de que o combustível chegue a todos os pontos da Região Metropolitana de Belo Horizonte nas próximas 48h. Para o interior, o prazo de estoque para atendimento à população é de 2 a 3 dias. O Minaspetro estimou ainda que a situação se normalize, em todo o estado, entre 5 e 7 dias.
Em Uberlândia, os postos ainda registravam filas para abastecimento ao longo de todo o dia de ontem, mas com o tempo de espera bem menor do que no início da semana. Por enquanto, permanece a recomendação do Gabinete Interinstitucional para Gerenciamento de Emergências (GIGE) de limite de venda em 30 litros por veículo, além da proibição de comercializar combustíveis em galões, vasilhames, garrafas ou outro recipiente até o fim da situação de emergência, sob pena de pratica de crime de desobediência.
O posto na altura do número 930 da avenida Cesário Alvim, no Centro, tinha 10 carros na fila quando a reportagem chegou ao local. No dia anterior, a fila para o mesmo estabelecimento se estendia por vários quarteirões ao longo da avenida João Naves de Ávila.
Em menos de 30 minutos o representante comercial José Oliveira Barbosa conseguiu ser atendido. “Só vim abastecer porque vou viajar amanhã [hoje], mas se precisasse, tinha outro carro em casa com tanque cheio”, disse. A diretora de uma escola de dança Clarita Claupero também não precisou esperar muito para conseguir abastecer o veículo. Ela conta que a última vez que tinha ido ao posto foi na quarta-feira da semana passada. “Como não houve aulas esta semana, consegui segurar [o consumo de combustível] até hoje”, disse.
O gerente do posto, Rafael Batista, afirmou que somente na terça-feira (29) chegou a vender 13 mil litros de combustível, enquanto que em dias normais a média é de 2,5 mil litros. “Aqui no Centro tem muito posto, a concorrência é grande. Só que alguns não receberam combustíveis”, explicou. Desde terça, o posto recebeu três carregamentos de combustível, sendo a grande maioria de gasolina comum. “O etanol ainda está em falta”, diz.

GLP

Se a situação já está se normalizando nos postos, o mesmo ainda não aconteceu nas distribuidoras de gás. O produto não é encontrado na cidade desde o início da semana. Segundo o Ministério Público Estadual, que integra o Gabinete Interinstitucional para Gerenciamento de Emergências, há um carregamento de botijões previsto para chegar a Uberlândia até sábado. Os produtos estão vindo de Paulínia (SP) mediante escolta policial e deverão garantir o reabastecimento por cerca de três dias. A expectativa é que, a partir da próxima semana, o escoamento do produto retorne ao normal.


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