30/05/2018 às 23h35min - Atualizada em 30/05/2018 às 23h35min

Justiça libera todos os alvos de Operação Poseidon

Todos os nove investigados e detidos na terceira fase da Operação Poseidon foram liberados da prisão. Os últimos alvarás de soltura foram expedidos na terça-feira (29) pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), incluindo o do diretor do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), Cláudio Paes de Almeida.
Todos são investigados por desvios de verbas para obras da autarquia que chegam a R$ 12 milhões, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pela operação. 

A soltura dos últimos cinco envolvidos aconteceu um dia após o juiz de plantão João Ecyr Mota Ferreira ter concedido a prorrogação das respectivas prisões temporárias. Na decisão, que também liberou o empreiteiro Lúcio Roberto Alamy e seus filhos, Lúcio Roberto Naves Alamy e João Vitor Naves Alamy, além do ex-funcionário da Araguaia Engenharia Gianni Luiz Ribeiro, o desembargador Corrêa Camargo determinou o imediato acesso aos autos do processo por parte das defesas dos citados, o que não teria acontecido até agora. Entre os argumentos aceitos pelo desembargador está o fato de que os mandados de prisão expedidos não apontavam o motivo das conduções.

Mesmo que tenha sido liberado para responder o processo em liberdade, Cláudio Paes ainda não foi nomeado de volta ao cargo de diretor geral do Dmae. Desde o dia 25 de maio, o diretor técnico Paulo César Cardoso Alves assumiu interinamente a função.
A terceira fase da Operação Poseidon foi deflagrada no dia 24 de maio, quando, além das cinco prisões, voltaram à cadeia quatro pessoas que já tinham sido detidas em fases anteriores, dentre eles David Thomaz Neto e Carlos Henrique Lamounier Borges, que são, respectivamente, ex-diretor técnico e ex-diretor presidente do Dmae. Além deles, o engenheiro João Paulo Voss e ao proprietário da Araguaia Engenharia, Daniel Vasconcelos Teodoro, voltaram a ser detidos.

Eles conseguiram habeas corpus no dia seguinte às detenções.As prisões na última fase ocorreram após indícios dos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
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