07/05/2018 às 16h17min - Atualizada em 07/05/2018 às 16h17min

Escolas recebem trabalhos anti-infestação de pombos

Preocupação é com saúde de alunos; contrato firmado é de R$ 100 mil

VINÍCIUS LEMOS | REPÓRTER
 
Depois de vários requerimentos de vereadores e de acompanhamento da secretaria de Educação, algumas escolas municipais de Uberlândia começaram a passar por processos de limpeza e de retirada de pombos de suas áreas. Segundo o Município, três delas já receberam o serviço e todas as demais que apresentarem o problema serão assistidas. Do Legislativo, pelo menos 10 pedidos formais de limpeza foram expedidos. Os problemas vão de sujeira ao risco de contaminação da merenda no momento da oferecer a refeição.

A Prefeitura firmou um contrato no valor de R$ 100,7 mil para que durante todo o ano de 2018 seja feita a limpeza das unidades, bem como a retirada e deslocamento dos pombos das unidades escolares de ensino infantil e fundamental das zonas rural e urbana. Segundo a secretária de Educação, Célia Tavares, não são todas as 123 escolas municipais que apresentam concentração de pombos e outros pássaros, mas todas as que enfrentam o problema estão no cronograma do serviço contratado.

Secretária Célia Tavares diz que trabalhos vão ocorrer em todas as unidades que relataram o problema | Foto: Vinícius Lemos

Segundo o vereador Paulo César, o PC (SD), por meio de redes sociais e contatos via gabinete, pais informaram que penas e até fezes sujavam o ambiente escolar e a comida oferecida aos alunos, o que levantava preocupação com a saúde dos estudantes e obrigava a escola a ter mais gastos, tanto com a alimentação e descarte da merenda contaminada durante os intervalos nos pátios, quanto com a limpeza de todo o local.

Após tomar conhecimento, o legislador fez dois requerimentos à Prefeitura para que fosse dada alguma solução. “Creio que, se programar, em dois ou três meses dá para resolver [o problema]. É uma questão que envolve segurança [dos estudantes] e tem que ter prioridade”, disse.

Os requerimentos incluem as escolas Prof. Domingos Pimentel de Ulhôa, no bairro Santa Mônica, Prof. Sérgio de Oliveira Marquez, no bairro Pacaembu, Professora Irene Monteiro Jorge e Prof. Eugênio Pimentel Arantes, no Morumbi, Afrânio Rodrigues da Cunha, no Jardim Brasília, Prof. Valdir Araújo, no Mansour, José Marra Fonseca, no Distrito de Cruzeiro dos Peixotos, Dr. Gladsen Guerra de Rezende, no Canaã, Prof.(a) Gláucia Santos Monteiro, no Lagoinha, e nas Escolas Municipais de Ensino Infantil (Emeis) Luizote de Freitas e Planalto.

A situação é considerada preocupante e foram priorizadas as escolas mais antigas, mais cheias e com maior incidência do problema. Sendo assim, instituições como Afrânio Rodrigues da Cunha e escolas municipais Professora Stella Saraiva Peano (Caic Guarani) e Professora Olga Del Fávero (Caic Laranjeiras) foram readequadas e limpas. No cronograma, as próximas serão as escolas Eugênio Pimentel e Domingos Pimentel de Ulhôa.

O trabalho, segundo Tavares, envolve o fechamento com telas de locais que podem dar abrigo aos pássaros e a instalação de espículas e arames em pontos que serviriam para pouso dos animais, além da limpeza. Ao mesmo tempo, a secretária informou que é feito um trabalho da equipe da escola para manter pátios e salas limpos para não atrair os pombos, que procuram comida, água e abrigo. “O que a escola consegue fazer é evitar sobra de comida exposta”, explicou. Ela ainda lembrou que não pode haver o extermínio dos animais e que, por isso, o trabalho se concentra em procedimentos para que as aves não sejam atraídas e nem permaneçam nas escolas.
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