13/04/2018 às 17h51min - Atualizada em 13/04/2018 às 17h51min

Defesa pede revogação de custódia de Gilmar Machado

DA REDAÇÃO
Defesa diz que Gilmar Machado acredita que a Justiça reconhecerá sua inocência | Foto: Reprodução/Facebook
 
A defesa do ex-prefeito Gilmar Machado apresentou hoje à Justiça Federal em São Paulo um pedido de revogação da custódia temporária. O político está preso desde quinta-feira em decorrência da Operação Encilhamento, que investiga fraudes em aplicação de recursos de institutos de previdência municipais em fundos de investimento que continham, entre seus ativos, debêntures sem lastro emitidas por empresas de fachada.

Além do ex-prefeito, foram presos na quinta-feira Marcos Botelho, ex-superintendente do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Uberlândia (Ipremu), e os ex-membros do Comitê de Investimentos do órgão municipal Mônica Resende Silva e Cláudio Barbosa.

Em comunicado à imprensa, a assessoria de Gilmar Machado afirmou que o ex-prefeito sempre esteve à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. “Gilmar Machado tem uma vida pública íntegra e acredita que a Justiça reconhecerá a correção de sua conduta ao final das investigações”, termina a nota.

ENCILHAMENTO

Durante a operação, na última quinta, a PF contou com o apoio da Secretaria de Previdência (SPREV) para o cumprimento de 60 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão temporária em diversos municípios nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Goiás.

Segundo o apurado, o Ipremu foi apenas um de 28 institutos municipais que investiram em fundos que, por sua vez, direta ou indiretamente, adquiriram os papéis sem lastro. Há o envolvimento de uma empresa de consultoria contratada pelos órgãos e elementos que apontam para corrupção de servidores.

Estão sendo investigados, até o momento, 13 fundos de investimento. Em Minas Gerais, além de Uberlândia, institutos das cidades de Pouso Alegre, Betim e Santa Luzia estão envolvidos no esquema, que pode superar a casa de bilhões de reais, em todo o País, com valores aplicados nos fundos sem liquidez.
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