21/03/2018 às 05h24min - Atualizada em 21/03/2018 às 05h24min

Data promove inserção de pessoas com Síndrome de Down

MARIELY DALMÔNICA | REPÓRTER
Sebastião Jr com o filho Bernardo, de 5 anos, que tem Síndrome de Down | Foto: Arquivo Pessoal

Muitos pais de crianças com Síndrome de Down já sabem: apesar de algumas limitações, com acompanhamento e estímulo, seus filhos podem aprender de tudo. Este pensamento inclusivo, no entanto, ainda pode enfrentar certa resistência na sociedade. Por este motivo, é celebrado nesta quarta-feira (21) o Dia Internacional da Síndrome de Down, que tem o objetivo de divulgar mais informações e promover a inserção social de crianças com esta condição.

A Síndrome de Down é uma alteração genética caracterizada pela presença de um cromossomo extra, o par 21, nas células do indivíduo. De acordo com o Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 300 mil brasileiros têm Síndrome de Down. Proporcionalmente, a cada 600 bebês que nascem no País, um apresenta a síndrome.

A psicopedagoga Eliane Santa Cecília trabalha com crianças e adolescentes que têm essa condição genética em Uberlândia. Segundo ela, é muito importante que famílias estimulem as crianças desde o diagnóstico. “Tudo que é acolhido precocemente dá frutos muito maiores. Essa data [Dia Internacional da Síndrome de Down] é para gerar discussões. Quem convive com pessoas com Síndrome de Down deve saber que elas têm limitações, mas são capazes de aprender tudo”, disse.

Pai de Bernardo, de 5 anos, que tem a síndrome, Sebastião Júnior afirma que seu filho consegue ter uma rotina como a de qualquer criança. Para ser estimulado, Bernardo faz, todos os dias, acompanhamento com profissionais, vai à fonoaudióloga e também faz musicalização. “Essas crianças são pessoas maravilhosas que têm um potencial imenso. Um simples olho puxado ou movimentos que não são perfeitos não podem deixá-las fora da sociedade.”

A fisioterapeuta Isabel Cristina Ferreira é outra profissional que trabalha com crianças com Síndrome de Down em Uberlândia. O atendimento é feito por meio de diversos métodos e de acordo com a idade da criança. “Os pais não devem ficar presos ao diagnóstico. As crianças com a Síndrome de Down conseguem aprender tudo. Quando não aprendem, é pela desistência da família”, afirma.

Professora de natação de 16 crianças com a síndrome, Amanda Prates afirma que o segredo é respeitar as limitações e individualidades de cada aluno. “O que diferencia essas crianças são as personalidades e as oportunidades, mas elas conseguem fazer qualquer coisa. Tem que respeitar as limitações de cada uma, mas sem deixar de estimula-las.”
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