23/02/2018 às 18h30min - Atualizada em 23/02/2018 às 18h30min

Funcionários do Ipsemg entram em greve no Estado

ISABEL GONÇALVES | REPÓRTER

Funcionários do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) entraram hoje em greve por tempo indeterminado, segundo o Sindicato dos Servidores do Ipsemg (Sisipsemg), que representa a categoria. O Instituto, no entanto, informou que funcionários trabalharam normalmente em Uberlândia e demais cidades do interior, enfatizando que o movimento foi concentrado apenas em Belo Horizonte. A reportagem do Diário de Uberlândia entrou em contato com funcionários locais, que não souberam informar se irão aderir à paralisação.

Entre as reivindicações dos servidores estão melhores salários e condições de trabalho. Além disso, os funcionários reclamam do parcelamento de vencimentos, defasagem no número de servidores e do aumento na contratação de terceirizados e comissionados.

O anúncio da greve por parte dos servidores aconteceu durante uma audiência pública, na última quarta-feira (21), realizada pela Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Durante o encontro, representantes do Sisipsemg e de outros sindicatos, como o dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado (Sindpúblicos-MG) e o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), debateram os problemas enfrentados pelos servidores, além da suspensão do atendimento prestado por hospitais e clínicas credenciados devido ao atraso no repasse de recursos do instituto.

Na reunião, Geraldo Henrique, diretor do Sindpúblicos-MG, ressaltou que há, hoje, 4 mil pessoas à espera de cirurgias a serem realizadas em unidades hospitalares credenciadas pelo Ipsemg. Mas, segundo ele, os procedimentos se encontram sob ameaça, uma vez que a suspensão do atendimento aos beneficiários do instituto tem sido generalizada. Ele ainda exigiu a demissão do atual presidente do Ipsemg, Hugo Vocurca Teixeira.

Também o presidente do Conselho de Beneficiários do Ipsemg, Alexandre Pires, relatou casos de hospitais que se recusam a atender os servidores. Ele enfatizou que a suspensão dos serviços no interior é ainda mais grave.

Ainda na audiência, o presidente do Ipsemg, Hugo Vocurca Texeira, reconheceu o atraso nos repasses e anunciou que já foi pactuado um cronograma de pagamento para regularizar a prestação dos serviços da rede credenciada.
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