19/02/2018 às 11h56min - Atualizada em 19/02/2018 às 18h55min

Advogados são presos durante 2ª fase de operação

DA REDAÇÃO
Mais de 80 pessoas foram presas durante primeira fase da Operação Fênix / Foto: Vinícius Romario

Três mandados de prisão preventiva foram cumpridos na manhã de hoje, em Uberlândia, durante a 2ª Fase da Operação Fênix. De acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os alvos das ações foram dois advogados e o delegado da Polícia Civil André Vinicius Corazza, já recolhido na Casa de Custódia da Polícia Civil, em Belo Horizonte, em razão de outras cinco ordens de prisão preventiva decorrentes da primeira fase da operação.

A 2ª fase da Operação Fênix investiga crimes de corrupção ativa e passiva, envolvendo policiais civis e advogados de Uberlândia. Esta etapa tem ligação com a operação Efésios 4:28, que resultou de acordos de delação premiada firmadas pelo Gaeco de Uberlândia.

Na primeira fase da Operação Fênix, deflagrada em dezembro de 2017 em Uberlândia e dez cidades da região, além de outros dois Estados, 80 pessoas foram presas, dentre elas 39 investigadores da Polícia Civil, nove delegados e um ex-delegado. Entre os detidos estavam o delegado-chefe do 9º Departamento de Polícia Civil de Uberlândia, Hamilton Tadeu Lima, e um ex-chefe do 9º Departamento, Samuel Barreto, que foi solto recentemente após habeas corpus.

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os suspeitos são investigados em cerca de 15 crimes, incluindo participação em roubos de cargas, receptação, porte e comércio ilegal de armas de fogo, estelionato e corrupção ativa.

Na ocasião, foram expedidos 200 mandados de prisão preventiva contra 136 pessoas,(havia suspeitos com mais de um mandado em aberto), 121 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva. Juntamente com os delegados, são investigados dois escrivães, sete advogados e 45 investigadores. Além das prisões também foram apreendidos aproximadamente R$ 50 mil, equipamentos eletrônicos, armas, munições e documentos.

LIBERAÇÃO

O antigo delegado-chefe do 9º Departamento de Polícia Civil, Samuel Barreto de Souza, conseguiu habeas corpus e deixou recentemente a Casa de Custódia da corporação, em Belo Horizonte. Ele foi o primeiro dos nove delegados detidos na Operação Fênix a ser liberado.

Desde dezembro, 10 policiais civis foram liberados pela Justiça. Em liberdade, além do processo criminal, Samuel Barreto responde por um procedimento disciplinar da Corregedoria da Polícia Civil, de acordo com informações da assessoria de imprensa da corporação.
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