19/02/2018 às 09h49min - Atualizada em 19/02/2018 às 19h38min

Primeiro dia letivo é marcado por paralisação

Algumas escolas da rede estadual de Uberlândia não tiveram aulas

ISABEL GONÇALVES E VINÍCIUS LEMOS | REPÓRTERES
Movimentos estudantis e grupos sindicais fizeram um protesto no fim da tarde / Foto: Vinícius Lemos

Servidores da rede de ensino estadual de Uberlândia aderiram, hoje, às paralisações convocadas pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE). De acordo com a coordenação da instituição em Uberlândia e também números da Superintendência Regional de Ensino (SER), três escolas da cidade ficaram totalmente paralisadas e outras cinco tiveram as atividades suspensas de forma parcial. A cidade conta com cerca de 70 escolas estaduais.

Não existe um levantamento de quantos alunos foram afetados ou um número de exato de professores e outros funcionários que aderiram à paralisação. A manifestação, realizada no primeiro dia letivo, contestou a Reforma da Previdência, proposta pelo Governo Federal, o não cumprimento de acordos assinados pelo Estado, além do parcelamento do 13º salário dos servidores estaduais em quatro parcelas. O movimento foi nacional e convocado pelas centrais sindicais e foi convocado por centrais sindicais.

Segundo a presidente do Sind-UTE local, Elaine Ribeiro, a adesão dos profissionais em Uberlândia foi pequena por receio de problemas nos contratos trabalhistas firmados recentemente. “Esperamos uma adesão maior nas próximas paralisações”, disse.

De acordo com o superintendente regional de ensino, Jakes Paulo Félix, a Secretaria de Estado de Ensino foi informada da paralisação e as aulas devem voltar ao normal nesta terça-feira nas instituições que aderiram ao movimento hoje. “No primeiro dia de aula a gente não tem como mensurar o prejuízo, mas qualquer falta é um prejuízo na carga horária. A reposição será negociada entre o Sind-UTE e Secretaria de Estado de Educação”, afirmou.

FRUSTRAÇÃO

Logo cedo, quando foi levar os dois filhos, de 12 e 8 anos, para a escola estadual 6 de Junho, no bairro Aparecida, setor central da cidade, Helda Martins se deparou com a instituição fechada. As aulas haviam sido suspensas por causa da paralisação logo no primeiro dia de aula. “Acordamos cedo e fomos avisados lá que não teria aula. Complicou a agenda total. [Os filhos] estavam ansiosos para estrearem o material novo”, disse a mãe. Ela contou ainda que não foi avisada sobre a volta às aulas nesta terça-feira.

MANIFESTAÇÕES

Os profissionais que aderiram ao dia de manifestações e paralisação se reuniram em um ato na porta do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Uberlândia, no início da tarde de hoje. Já no fim da tarde, na praça Professor Jacy de Assis, no Centro, pelo menos sete movimentos populares, entidades estudantis e entidades sindicais se reuniram para chamar a atenção sobre o projeto de reforma da Previdência, o qual são contrários. “O comitê contra a reforma da Previdência e pela revogação da reforma trabalhista chamou o ato na praça do antigo Fórum demonstrando que o discurso do déficit da Previdência é falso. Também queremos chamar a atenção dos parlamentares da região”, disse um dos representantes do comitê, Mário Guimarães Júnior.

Depois, o fez uma passeata pela avenida Floriano Peixoto até a praça Tubal Vilela, com carro de som e ocupando meia pista.
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