16/02/2018 às 19h35min - Atualizada em 16/02/2018 às 19h35min

Minas registra mais 15 mortes por febre amarela

Ao todo, 76 pessoas morreram pela doença no estado desde julho de 2017

DA REDAÇÃO
Em Uberlândia, cobertura vacinal está em 90%, segundo a PMU / Foto: Araípedes Luz/Secom/PMU

Chegou a 76 o número de mortes por febre amarela em Minas Gerais, segundo o boletim epidemiológico divulgado nesta semana pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).  O informe mais recente mostrou que foram confirmadas 15 novas mortes pela doença. No boletim epidemiológico anterior, divulgado pela pasta em 6 de fevereiro, eram 61 óbitos. Não há nenhuma morte confirmada nos municípios que compõem a Unidade Regional de Saúde de Uberlândia.

Ainda segundo os dados da SES, desde o início do 2º período de monitoramento da febre amarela (julho/2017 a junho/2018), foram confirmados 183 casos da doença no estado - outros 404 casos continuam em investigação.

Do total de casos confirmados de febre amarela silvestre, 167 (91,3%) são do sexo masculino e 16 (8,7%) do sexo feminino. Dentre os óbitos, três foram do sexo feminino, representando 3,9% do total de óbitos confirmados. Todos os casos foram confirmados laboratorialmente. Até o momento, não há relato de vacinação para a febre amarela entre os casos confirmados. A mediana de idade dos casos confirmados é de 48 anos. A letalidade por febre amarela em Minas Gerais no período de 2017/2018 é de aproximadamente 41,5%.

COBERTURA VACINAL

Atualmente, a cobertura vacinal acumulada de febre amarela em Minas Gerais está em torno de 83,38%. Ainda há uma estimativa de 3.299.174 pessoas não vacinadas contra o vírus, especialmente na faixa-etária de 15 a 59 anos, que também foi a mais acometida pela epidemia de febre amarela silvestre ocorrida em 2017. Entre os 853 municípios do Estado, 37,63% (321) delas não alcançaram 80% de cobertura vacinal; outros 33,65% (287) dos municípios têm entre 80% e 94,9% de seus moradores vacinados; com mais de 95%, estão 28,72% (245) das cidades mineiras com recomendação de vacina.

Em Uberlândia, de acordo com informações divulgadas pela Prefeitura, foi atingida 90% da cobertura vacinal. O índice recomendado pelo Ministério da Saúde é de 95%.

MACACOS MORTOS

Apesar de não haver registros relacionados à febre amarela em humanos em Uberlândia, há a confirmação de um macaco contaminado pelo vírus na cidade. O animal foi encontrado morto em novembro de 2017. Desde o dia oito deste mês, cinco primatas foram achados mortos na cidade. Estes casos ainda são investigados.

REFERÊNCIA

Internações do Triângulo serão atendidas no HC-UFTM

O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, unidade vinculada à Rede Ebserh, vai oferecer atendimento para casos de febre amarela detectados nos 54 municípios que compõem as Gerências Regionais de Saúde de Uberaba, Uberlândia e Ituiutaba. A instituição foi escolhida pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais para centralizar as demandas com necessidade internação.

A medida, que já está valendo, foi tomada após reunião de gestores do HC com a subsecretária de Gestão Regional da SES, Márcia Silva, e o secretário municipal de Saúde de Uberaba, Iraci Neto, ocorrida em meados de janeiro. Uma comissão formada por membros da unidade hospitalar, Superintendência Regional de Saúde e município finalizouo fluxo a ser observado nos atendimentos.

Segundo o infectologista Rodrigo Juliano Molina, membro da comissão, “os casos suspeitos serão comunicados à Central Regional de Regulação pelos serviços de saúde de origem, após realizados exames que evidenciem a infecção”. A Central, por sua vez, enviará o paciente para confirmação de sorologia e tratamento no HC-UFTM, em todos os casos graves, sem necessidade de espera por vaga. Quadros leves e moderados receberão cuidados ambulatoriais na própria cidade de origem.

 “No Hospital de Clínicas, os atendimentos serão iniciados no pronto-socorro, onde infectologistas e a equipe de plantão vão definir a melhor conduta para cada caso: internação em enfermaria ou em unidade de terapia intensiva - UTI”, informou a chefe do Setor de Vigilância em Saúde e Segurança do Paciente, Cristina Oliveira.

De acordo com o superintendente regional de Saúde de Uberaba, Ivan Silva, eventuais extrapolamentos no uso dos leitos de UTI serão remunerados pela SES à secretaria municipal, que efetuará o repasse, de modo a preservar os recursos alocados nos tratamentos intensivos de costume do Hospital de Clínicas.

O superintendente regional acrescenta que a escolha do HC-UFTM para assumir a centralização se justifica na experiência da equipe técnica, além da excelência no tratamento de doenças infecciosas e parasitárias, “características que demonstram capacidade de oferecer atenção qualificada em casos graves”. A equipe médica conta com oito infectologistas em esquema de atendimento 24 horas, todos os dias da semana.
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