27/01/2018 às 05h05min - Atualizada em 27/01/2018 às 05h05min

2017 encerra com saldo positivo de empregos

Acumulado em Uberlândia foi de 2.175 vagas, dezembro registrou saldo negativo

WALACE TORRES | EDITOR

Mesmo tendo encerrado o mês de dezembro com saldo negativo em 903 vagas, o mercado de trabalho em Uberlândia teve mais contratações do que demissões no acumulado de 2017, segundo balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho. De acordo com o levantamento, de janeiro a dezembro houve um saldo de 2.175 novos postos de trabalho na cidade.

No geral, o mercado em Uberlândia registrou 99.000 admissões em 2017 ante 96.825 desligamentos de postos formais de trabalho.

É o primeiro resultado positivo anual depois de dois períodos consecutivos encerrados com saldo negativo.

Em 2016, o saldo foi de -2.500 vagas, enquanto no ano de 2015 o cadastro fechou com -3.457 postos de trabalho.

O que mais contribuiu para o resultado positivo ao longo de 2017 foi o setor de serviços, que efetivou 2.676 novas contratações formais. Ironicamente, o setor foi o segundo que mais desligou trabalhadores no mês de dezembro (-373), só perdendo para a construção civil (-406 vagas). A construção civil foi ainda o setor da economia que mais desligou trabalhadores nos doze últimos meses, encerrando o ano com saldo negativo de 785 postos. O segundo pior desempenho do ano foi da indústria de transformação, com 164 vagas a menos. Já o comércio encerrou o ano com salto positivo de 306 novos postos.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sinduscon-TAP), Pedro Spina, o setor vem registrando retração desde 2014 em função da crise. “Até o terceiro semestre (de 2017), lançamos muitos empreendimentos imaginando que a economia fosse melhorar. Tivemos bons indicadores econômicos no país, mas ainda não está sendo suficiente para refletir em consumo, principalmente na construção civil, que é um produto mais caro”, diz. Com o fim da faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida, que representava cerca de 70% do volume de negócios fechados em Uberlândia, ele acredita que a retomada seja mais tímida para o setor este ano. “Tem muita gente querendo comprar, mas não dá conta em função da instabilidade. As pessoas ainda muito inseguras para assumir um financiamento de longo prazo”, avalia.
 
MINAS 

O saldo positivo de 2.175 novos postos de trabalho coloca Uberlândia como o município que mais gerou empregos em Minas Gerais no ano passado e o oitavo do país.

Minas Gerais obteve o terceiro lugar entre os estados que mais criaram novas vagas formais de emprego no acumulado dos últimos doze meses (24.296). Santa Catarina ficou em primeiro lugar com saldo de 29.441 vagas, seguido por Goiás, com saldo de 25.370 postos.

Em relação ao mês de dezembro, Minas registrou o segundo pior resultado entre as unidades da Federação, com salto negativo de 36.446 postos. São Paulo teve o pior desempenho no último mês de 2017, com encerramento de 116.391 postos.

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