24/01/2018 às 18h24min - Atualizada em 24/01/2018 às 18h24min

Donos recorrem aos chips para segurança dos pets

Dispositivo contém dados que podem ajudar em caso de desaparecimento

LAURA FERNANDES | APRIMORAMENTO PROFISSIONAL
Veterinária Ronivania Almeida diz que procedimento é indolor e custa, em média, R$ 100 / Foto: Arquivo Pessoal

Para quem ama seu bichinho de estimação, o desaparecimento do animal é uma das ideias mais apavorantes. Atualmente, além da perda, a possibilidade de furto dos pets também assusta os proprietários, que muitas vezes não conseguem mais recupera-los. Para garantir a localização mais rápida caso um desses problemas ocorram, cada vez mais pessoas apostam na microchipagem do animal. Inserido no cão ou gato, o chip traz informações como endereço e contato do proprietário, além do quadro clínico do bichinho.

A médica veterinária Ronivania Almeida Coelho é uma das profissionais que faz esse tipo de procedimento em Uberlândia. Ela explica que a aplicação ocorre apenas em hospitais e clínicas veterinárias e gira em torno de R$ 100. Ainda de acordo com ela, o procedimento é indolor, pode ser realizado em animais acima de três meses e tem durabilidade que corresponde a todo o período de vida do animal. O microchip não necessita de manutenção e não corre risco de perda, uma vez que é inserido no corpo do bichinho, especificamente em seu pescoço.

As informações do animal contidas no chip podem ser conferidas em qualquer hospital ou clínica veterinária que tenha equipamento específico. O proprietário, após o procedimento, recebe um login e uma senha na qual também tem acesso aos dados registrados.

Ronivania levanta algumas vantagens do microchipagem. Além de contribuir para o acesso às informações clínicas do animal, o chip facilita na identificação da origem do bichinho. "Em um caso jurídico, com o microchip, não tem como a pessoa que encontrou o animal na rua dizer que é o verdadeiro dono, porque ele está identificado", explica.

DESVANTAGENS

Apesar de sua eficiência, a microchipagem ainda tem o que evoluir, disse Ronivania Coelho. Em caso de desaparecimento do animal, por exemplo, o mecanismo não ajuda em sua localização em tempo real. Além disso, o microchip só pode ser lido caso o animal seja encaminhado a uma clínica ou hospital com equipamento necessário.

Embora ainda não disponível, Ronivania disse que já há projetos para que os microchips possam contar com sistema GPS. Segundo ela, o que ainda inviabiliza a melhoria, é seu alto custo.

PROPRIETÁRIOS

Eduardo Medes de Paula é proprietário da cadela Yang, de 10 anos, e há um pouco mais de um ano aderiu ao microchip. Ele conta que a aplicação, a princípio, veio por conta de sua mudança para outro país, que obrigava o procedimento no animal, mas, após a implantação, notou alguns benefícios. "Tenho controle de vacina, do histórico médico além da identificação do animal e da nossa, como proprietários. É uma segurança a mais tanto para o animal quanto para mim”, disse.

Priscila Perpeta Mendes também aplicou o microchip em sua cadela Aisha, de três anos. Ela conta que a principal vantagem notada foi quanto à segurança, uma vez que sua pet é da raça pug, visada por ladrões e com características muito parecidas entre os exemplares, o que aumenta o risco de perda.
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