24/01/2018 às 18h12min - Atualizada em 24/01/2018 às 18h12min

Rotatória segue sem faixa 2 meses após liberação

VINÍCIUS LEMOS | REPÓRTER
Placa sinaliza para faixa inexistente entre Anel Viário e avenida Lindormira / Foto: Vinícius Lemos

Apesar de liberada desde novembro passado para circulação e já com a sinalização quase pronta, a rotatória entre o Anel Viário Sul e a avenida Lidormira Borges do Nascimento ainda não tem os dispositivos de segurança implantados, como faixa de pedestres e quebra-molas. O detalhe é que placas indicam ambos no local. As obras do anel viário seguem aguardando a desapropriação de uma área rural para ter continuidade e ligar a região sul à oeste da cidade de Uberlândia.

Em nota, o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER-MG) confirmou que existe a previsão de implantação das faixas elevadas para travessia de pedestres, mas não informou um prazo para que isso aconteça. O texto enviado para o Diário de Uberlândia ainda informou que a falta dos dispositivos “não interfere na segurança dos usuários da via”, mesmo que pedestres não tenham um local indicado para atravessar a rotatória.

A obra é uma adaptação do projeto original, que previa uma trincheira, para aumentar a segurança no lugar. Segundo o DEER, a obra pensada inicialmente não poderia mais ser executada depois que a avenida Lidormira foi duplicada. A mudança levou a um questionamento do Ministério Público Estadual (MPE) em agosto de 2016. Após recomendação de suspensão da execução da rotatória, a promotoria se reuniu com DEER em outubro daquele ano para definir melhor o que seria feito nessa nova obra.

Pedestres que passam pelo local não entendem o motivo da sinalização no cruzamento da avenida Lidormira com o Anel Viário, mas sem a faixa de fato. "Desde quando liberou a pista a placa tá ali, mas a gente tem que passar na pista sem faixa", disse a moradora do Shopping Park Élika Ferreira. "Se com faixa o motorista não para, imagina do jeito que está", afirmou Núbia Nascimento.

SINALIZAÇÃO

O trecho foi sinalizado e liberado por completo há cerca de dois meses depois de uma série de acidentes que deixaram feridos e uma pessoa morta no local.

Em setembro de 2016, por exemplo, um motociclista perdeu o controle da moto no local e morreu a caminho da Unidade de Atendimento Integrado (UAI) no bairro Planalto. Já em julho do ano passado, um carro com cinco pessoas caiu numa vala não sinalizada na rotatória e todos acabaram feridos gravemente.

DESAPROPRIAÇÃO

Para que o anel viário seja finalizado e ligue os bairros Shopping Park, na zona sul, e Residencial Pequis, na zona oeste, além da BR-497, é necessário que parte de uma fazenda seja desapropriada entre a avenida Felipe Bueno Campos e o rio Uberabinha. Em nota, a Prefeitura informou que o “processo de desapropriação administrativa está em andamento e que a área a ser desapropriada compreende 90 metros de extensão”.

O processo segue o decreto-lei federal nº 3.365 “e a intenção do Município é que seja finalizado o mais rapidamente possível, sempre de acordo com os procedimentos e trâmites legais, em respeito aos proprietários e em atenção às necessidades dos cidadãos”, conclui o texto, sem que haja uma previsão para que o processo seja finalizado.

As obras do anel viário se arrastam desde 1995 e, inicialmente, tinham um orçamento de R$ 35 milhões.
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