15/01/2018 às 19h22min - Atualizada em 15/01/2018 às 19h22min

Produtos escolares variam até 1.460% em papelarias

Comércios podem cobrar preços até 15 vezes maiores para um mesmo item

VINÍCIUS ROMARIO | REPÓRTER
Papelarias relatam esperar por alta de até 40% nas vendas de materiais neste ano / Foto: Cristiano Martins/Ag. Pará
 
O preço de materiais escolares pode variar mais de 1.000% em papelarias de Uberlândia, segundo pesquisa divulgada hoje pelo Procon. O órgão avaliou valores de 45 produtos disponibilizados em cinco estabelecimentos situados em diferentes regiões da cidade.

De acordo com os dados divulgados, o consumidor gastaria R$ 197,54 caso comprasse todos os itens da lista pelos preços mais baixos. Já o cliente que adquirisse os itens pelos preços mais altos teria custo de R$ 898,11. Um dos produtos com maior variação foi o apontador sem depósito, que em uma papelaria custava R$ 0,25 e, em outra, R$ 3,90, variação de 1.460%. A cartolina foi o único material comercializado pelo mesmo preço em todos os estabelecimentos visitados, R$ 1.

A superintendente do Procon, Chelara Freitas, ressalta que a intenção da pesquisa é incentivar os pais a pesquisar preços antes de comprar os materiais dos filhos. “É importante que os clientes procurem opções, que não comprem somente porque a papelaria fica perto de casa, mas que procure estabelecimentos com preços acessíveis”, afirmou.

Foi isto o que fez a administradora Cláudia Araújo, que pesquisou os materiais da lista do filho em quatro papelarias antes de compra-los. “É muito importante procurar opções de preços diferentes e às vezes você consegue encontrar produtos de mais qualidade por preços menores”, ressaltou.

Para auxiliar os pais neste processo de aquisição, o Procon criou uma cartilha online. A publicação está disponível no portal da Prefeitura e traz informações não apenas sobre materiais escolares, mas também sobre mensalidades e matrículas.
 
PROCURA
 
Se comparado com o ano passado, em 2018 não houve grandes aumentos em relação aos preços dos produtos escolares. É o que garante o gerente de uma papelaria no Centro da cidade, Arnaldo Oliveira Reis. “Os produtos mais básicos mantiveram o mesmo preço ou algo próximo. Somente materiais licenciados que sempre custam um pouco mais”, afirmou.

Por outro lado, de acordo com Eliane Freitas de Andrade, proprietária de uma papelaria no Roosevelt, na zona norte, são justamente os itens licenciados que têm sido os mais procurados pelos pais neste ano. “Tenho notado que os clientes têm levado produtos mais caros, mas de uma qualidade melhor e que são mais duradouros”, disse.

A gerente de uma papelaria no bairro Brasil, setor central, Nilva Gama acredita em vendas até 40% melhores neste ano do que em relação a 2017. “A procura começou ainda no ano passado e agora a papelaria está sempre cheia de clientes. A economia melhorou e reflete em todos os setores.”

LISTA

Além da pesquisa, o Procon também divulgou orientações na hora de cumprir a lista exigida pelas escolas. Segundo o órgão, a instituição de ensino só poderá solicitar materiais utilizados nas atividades pedagógicas diárias individuais do aluno e em quantidades coerentes com as praticadas pelo instituto.

O material que beneficia a coletividade de alunos já deverá ser considerado na formação do valor da mensalidade.
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