09/01/2018 às 19h44min - Atualizada em 09/01/2018 às 19h44min

Cidade está em estado de atenção para doença

Nenhum caso foi registrado em humanos, apesar da morte de macacos em 2017

VINÍCIUS LEMOS | REPÓRTER
Doses da vacina contra a febre amarela estão disponíveis nas UAIs em Uberlândia / Foto: Araípedes Luz/Secom/PMU

Uberlândia está entre as 50 cidades em estado de atenção em relação à febre amarela em Minas Gerais, mas que não conseguiram confirmar as causas de mortes de macacos encontrados nessas localidades. A informação foi divulgada no último boletim da Secretaria Estadual de Saúde sobre o cenário ecoepidemiológico da doença em sua forma silvestre. A Superintendência Regional de Saúde (SRS) com sede no Município está relacionada entre as regionais que requerem atenção especial no Estado quanto aos cuidados com a febre amarela.

De acordo com a coordenação de Vigilância em Saúde de Uberlândia, nenhum caso de febre amarela foi registrado em humanos em 2017, ainda que dois macacos encontrados mortos na zona rural tenham recebido confirmação de que eram portadores do vírus da doença. Na zona urbana, nenhum animal encontrado morto teve confirmação de ser portador do vírus. O último primata recolhido foi em novembro de 2017.

O fato do Município estar na lista de atenção da Secretaria de Estado de Saúde está ligado ao encontro de cadáveres de primatas em estado avançado de decomposição e não ter sido possível colher amostras para análise dos animais. Contudo, a coordenadora de Vigilância em Saúde, Elaíze Maria Gomes de Paula, disse que as ações para evitar o avanço da doença acontecem na cidade. Entre elas estão a imunização casa a casa na zona rural no último ano e a capacitação de agentes de saúde em dezembro. Ela ainda explicou que a população que não se vacinou precisa buscar a rede pública de saúde, independentemente da idade, para se prevenir. “Hoje é preconizado que apenas uma dose vale para proteção, contudo a cidade recebe pessoas de várias partes do País, e podemos registrar casos da doença de pessoas que não tomaram vacina em outros locais”, afirmou Elaíze de Paula.

Apesar de ter uma cobertura vacinal na ordem de 90% de acordo com os números mais recentes da SRS, o Município está abaixo do estipulado pelo Estado, que é de 95% da população, o que significa um total de 61,8 mil pessoas não vacinadas.
A vacina está disponível em todas as Unidades de Atendimento Integrado (UAIs).

REGIONAL

Dos 18 municípios que fazem parte da Superintendência Regional de Saúde, apenas cinco têm cobertura vacinal acima de 95%. Somada toda a população imunizada contra febre amarela nessa área, a cobertura atinge 86,48% dos moradores dos Municípios que compõem a regional Uberlândia. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, “o Estado de Minas Gerais, em sua totalidade, é área com recomendação para vacinação contra febre amarela. Diante da ocorrência de surtos ou epizootias (morte de macacos) da doença em determinada região, a intensificação vacinal deverá ser iniciada imediatamente. Esta deve ser realizada prioritariamente nos domicílios e peridomicílios dos casos suspeitos, sendo estendida por todo o município. É feita casa a casa, com verificação do Cartão de Vacinação, devendo cessar apenas quando o município atingir comprovadamente a cobertura vacinal de 95%”.

FEBRE AMARELA

- A vacinação é a principal medida de prevenção e controle
- Se já teve febre amarela, a infecção provoca imunidade bastante duradoura
- A eficácia da vacina chega a 90% e é bastante segura. Pode causar reações adversas, como qualquer medicamento, mas casos graves são raros
- Uma dose é suficiente para a vida toda, segundo o Ministério da Saúde e a OMS (Organização Mundial de Saúde). No caso das crianças, ela pode ser tomada a partir dos nove meses de idade (seis meses para as que vivem em áreas de risco)
- Se você não sabe se tomou a dose, a recomendação é fazer a vacinação normalmente
- Sintomas da febre amarela: febre, calafrios, dores no corpo, náuseas e vômitos. A maioria das pessoas melhora após os sintomas iniciais, mas cerca de 15% desenvolvem sintomas mais graves, como hemorragia, que podem levar à morte
- Nas cidades, é transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti.
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