27/09/2017 às 05h06min - Atualizada em 27/09/2017 às 05h06min

Políticas públicas literárias são debatidas

6º Encontro dos Secretários de Educação também fez parte da programação do evento nesta terça (26)

CECÍLIA ALMEIDA E VANESSA GIANOTTI | ESPECIAL PARA O DIÁRIO*
Iniciativa discutiu as diretrizes para os próximos 10 anos sobre a democratização do acesso a livros e bibliotecas e incentivo à leitura / Foto: Divulgação

 

Democratização de acesso, fomento à leitura e formação de leitores, valorização simbólica e institucional do livro (em especial bibliotecas) e da leitura, economia do livro (envolvendo toda a cadeia produtiva e criativa): é seguindo essas bases que o “Fórum Técnico Semeando Letras - Plano Estadual do Livro, Leitura e Biblioteca” abre espaço ao debate durante o Encontro Literário do Cerrado (Elicer), em Uberlândia. O evento literário segue até o próximo sábado, na Unialgar, com entrada franca. 

O fórum é realizado por uma parceria entre a Secretaria Estadual de Cultura, a Secretaria Estadual de Educação e da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e discute as diretrizes para os próximos 10 anos, sobre a democratização do acesso a livros e bibliotecas e incentivo à leitura.

O “Fórum Técnico Semeando Letras” foi pensado de modo a envolver a participação da sociedade civil nas decisões da elaboração do plano estadual. Ontem (26), foi elaborado um documento base, que reunindo problemas e metas na área literária mineira, sugerindo alterações ou novas ideias para valorizar o cenário do livro. 

Segundo Lucas Guimaraens, coordenador geral do Plano Estadual de Literatura e Bibliotecas e Superintendente de Bibliotecas Públicas e Suplemento Literário da Secretaria do Estado de Cultura. “Temos entre os principais desafios para o poder público é criar novas bibliotecas nas 270 escolas públicas que não possuem acesso ao livro e criar fórmulas para que eventos literários sejam autossustentáveis”, avalia.

Pelo tamanho do estado, Minas Gerais conta com uma enorme diversidade cultural, para conseguir envolver o máximo número possível de pessoas, os organizadores do Fórum fizeram uma consulta online e um intinerário que contempla sete cidades de diferentes regiões mineiras, de modo que um número mais expressivos de pessoas possam contribuir para a criação de propostas. As questões discutidas serão compiladas em um único documento e levadas para a análise em Belo Horizonte, de 22 a 24 de novembro, no plenário da Assembléia Legislativa.  

Lucas reconhece que a dificuldade começa em sensibilizar e dar visibilidade a literatura, uma vez que é uma área ofuscada por outras manifestações culturais na criação de políticas públicas. A solução, para ele, vem justamente da consulta popular. “Tornar visível o que é invisível, tornar politica pública o que já deveria ter sido feito na nossa sociedade” resume o superintendente.

 

ATIVIDADES

Secretários de seis regiões de MG debatem desafios da educação

ANA LAURA FRANÇA MARQUES | ESPECIAL PARA O DIÁRIO*

Além do encontro de secretários, o Elicer também sediou, ontem, o 6º Encontro dos Secretários de Educação, promovido pela União dos Dirigentes Municipais de Educação de Minas Gerais (Undime – MG). Neste ano, cinco edições já foram realizadas e mais sete estão programadas até dezembro.

Célia Tavares, secretária de Educação de Uberlândia, explica que os gestores irão tratar questões específicas sobre educação infantil e a prática do educar e do cuidar. “Os temas são escolhidos por meio de sugestões apresentadas antecipadamente pelos secretários. Em Uberlândia, por exemplo, um grande desafio que nós temos é a questão da ampliação de vagas”, disse. Realidade que se repete em outros municípios representados no evento.

Participam dos debates secretários municipais de educação de quatro regionais de Minas, que trazem diferentes cenários vivenciados em suas cidades, mas que tem o mesmo objetivo de encontrar soluções para melhorias nas redes municipais de educação. “É uma oportunidade para que a gente esteja avaliando, aprendendo e levando novidades para nossos municípios”, disse Iracilda Duarte, secretária de educação e cultura de Capinópolis e presidente do concelho intermunicipal da Amvap (Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Paranaíba).

Com a inclusão de crianças com idade de quatro e cinco anos no ensino obrigatório, é de fundamental importância debater questões pedagógicas e estruturais para a realização dessa incorporação. Dentre os principais desafios encontrados para a realização dessa tarefa está a formação do corpo pedagógico responsável por essa área de ensino, já que, de acordo com a representante da Undime – MG (União Nacional dos Dirigentes de Educação), as creches sempre foram vistas no âmbito de assistência social, sendo que, o que se aplica às crianças dentro das escolas, mesmo que de forma lúdica, é parte fundamental da educação. “A creche é um binômio: você cuida; você educa.”, disse.

Como objetivo fundamental é o evento proporciona um momento de reflexão e aprofunda o debate sobre a política de educação infantil do Brasil na conjuntura atual, além da importância da qualificação dos profissionais da educação infantil no sentido de que eles tenham um embasamento consciente dentro da formação das crianças.

(*) Programa de Formação de Comunicadores Elicer | UFU e Esamc


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