23/09/2017 às 05h08min - Atualizada em 23/09/2017 às 05h08min

Plano de ação prevê mais de 150 leitos de internação para região

Proposta faz parte da organização da rede de atenção às urgências

WALACE TORRES | EDITOR
Oficina em Uberlândia reuniu gestores para elaboração do plano de ação regional da rede de atenção / Foto: Priscilla Fujiwara/Divulgação

 

Os 27 municípios que integram a região do Triângulo Norte deverão ter um aporte extra de recursos do governo federal para a área da saúde a partir da organização de toda a rede de atenção às urgências e emergências. Em oficina realizada durante dois dias em Uberlândia com a participação de representantes desses municípios, a Secretaria de Estado de Saúde elaborou uma proposta do Plano de Ação Regional (PAR) que dará suporte à pactuação dos municípios no atendimento integrado na rede pública de saúde. Além de trazer um diagnóstico dos serviços de saúde existentes na região, com detalhamento técnico de cada componente, o plano irá definir metas, distribuição de recursos e a competência de cada município e instituição hospitalar, proporcionando a ampliação dos serviços. A proposta que ainda está em aberto prevê até o momento a ampliação de 150 leitos na rede credenciada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A maioria dos 27 municípios concordou em aderir a pactuação, outros ainda dependem de entendimentos em relação às contrapartidas, estruturas e outros compromissos a serem assumidos. 

A rede de atenção às urgências e emergências é composta por diferentes estruturas como as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que são a porta de entrada da atenção primária, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hospitais, enfermarias,  Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), entre outros.

Durante a oficina com os gestores municipais e prestadores de serviços assistenciais vinculados ao SUS foram previstos a ampliação de 110 leitos clínicos, 30 leitos de UTI adulto e 10 leitos de UTI infantil. Também está prevista a implantação dos serviços de atenção domiciliar nos municípios de Ituiutaba, Coromandel, Patrocínio, Araguari, Monte Alegre de Minas, Prata, Tupaciguara, Capinópolis, Ipiaçu, Santa Vitória e Gurinhatã.

Os municípios e prestadores que ainda não definiram suas condições de participação terão até o dia 29 deste mês para apresentarem suas propostas. A partir desse fechamento é que a região terá uma noção do montante de recursos extras que será repassado aos municípios. Encerrada essa etapa, o plano de ação regional é submetido à apreciação do Comitê Gestor da rede de urgência e emergência do Triângulo Norte e, posteriormente, às instâncias superiores até chegar ao Ministério da Saúde. “Após analise e aprovação, o Ministério da Saúde publica uma portaria e a região então passa a receber como incentivo financeiro o aporte de recursos previstos no plano de ação”, disse a coordenadora da oficina e representante da Secretaria de Estado de Saúde, Noilma Passos.

Segundo explica, o Samu é apenas um dos componentes que integram a rede de atenção e não precisa necessariamente estar em operação para que o plano de ação seja aprovado. “O Plano de Ação Regional é uma proposta de organização da rede de urgência e emergência. O Samu, assim como outros serviços, como as UPAs e atenção primária à saúde, faz parte dessa rede. Mas para aprovação do plano não há dependência com o funcionamento desse serviço”, disse.

 

SAMU

A notícia de que a Prefeitura de Uberlândia não irá assinar a renovação do convênio com o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Triângulo Norte (Cistri) para implantação do Samu, deixou muitos prefeitos da região preocupados. No entanto, não alterou os planos do consórcio, segundo informou o secretário executivo do Cistri, Rodrigo Alvim. “Na próxima semana teremos uma reunião com o Estado para definir as próximas etapas”, disse.

Segundo avalia, a não adesão de Uberlândia pode gerar uma readequação do atendimento, mas não deverá inviabilizar o funcionamento do serviço. “O Plano de Ação Regional vai nos proporcionar recursos extras e mais leitos”, diz. Por outro lado, município pode ficar sem as 10 ambulâncias que seriam destinadas para atendimento à população local, além de 14 equipes de médicos e enfermeiros. “Tudo ainda depende de análise, mas é pode ser que isso aconteça”, disse.


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