06/09/2017 às 05h19min - Atualizada em 06/09/2017 às 05h19min

Preço do gás de cozinha é reajustado pela Petrobrás

Botijão de 13 kg fica mais caro em todo o país a partir de hoje

LAYLA TAVARES* | EDITORA
Em Uberlândia, preço do gás de uso doméstico deve variar entre R$ 70 e R$ 75 / Foto: Vinícius Romario

 

O preço do gás de cozinha está mais alto. De acordo com apuração do Diário do Comércio, o produto, que era comercializado em Uberlândia por valores que variavam de R$ 60 a R$ 65, deve custar entre R$ 70 e R$ 75 a partir de hoje. O aumento é resultado do reajuste do gás liquefeito de petróleo (GLP) anunciado ontem pela Petrobras e do dissídio anual do setor. 

A estatal divulgou ontem reajuste de 12,2% para o GLP para uso residencial vendido em botijões de até 13 quilos. O aumento foi decidido pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp) da empresa e incidiu sobre o preço de venda nas distribuidoras, e não no preço de venda ao consumidor final. 

Segundo a Petrobras, o Gemp considerou para efeito de ajustes nos preços do gás para uso residencial o cenário externo de estoques baixos, além dos reflexos de eventos climáticos, como o furacão Harvey, na maior região exportadora mundial do produto, que é a cidade de Houston, no Texas, Estados Unidos, cujos terminais permanecem fora de operação, o que afeta o mercado internacional. Com a menor disponibilidade de gás, os mercados consumidores, inclusive o brasileiro, sofreram aumento de preço.

A estatal afirmou, entretanto, que o reajuste aplicado “não repassa integralmente a variação de preços do mercado internacional”. O Gemp fará nova avaliação do comportamento do mercado no próximo dia 21.

A Petrobras reajustou também os preços de venda às distribuidoras do GLP destinado aos usos industrial e comercial. O aumento médio de 2,5% também entra em vigor hoje.

De acordo com comerciantes de Uberlândia ouvidos pela reportagem, o aumento prejudica tanto vendedores quanto consumidores.  “Para a revenda é muito difícil o impacto dos reajustes. É abusivo reajustar pelo preço internacional e, normalmente, quando há redução, não é significativa como o aumento”, afirmou Luiz Donizete Ribeiro, dono de uma revenda no bairro Vigilato Pereira, na zona sul da cidade.

Ainda segundo Ribeiro, além de pesar no orçamento dos clientes, os aumentos costumam gerar outro problema: o crescimento nas vendas de gás clandestino. “Muitos clientes veem o gás clandestino como alternativa para economizar, mas é um produto que não oferece segurança”, disse. No estabelecimento dele, o gás teve aumento de R$ 5.

 

SINDIGÁS 

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) calculou que o preço do produto destinado a embalagens até 13 quilos ficará 16,56% abaixo da paridade de importação. Segundo a entidade, isso inibe investimentos privados em infraestrutura no setor de abastecimento.

Em relação ao reajuste nos preços do gás industrial, para embalagens acima de 13 quilos, o Sindigás externou preocupação, porque “afasta ainda mais o preço interno dos valores praticados no mercado internacional, impactando justamente setores que precisam reduzir custos”. De acordo com o Sindigás, esse aumento levará o valor do produto destinado a embalagens maiores que 13 quilos a ficar 39,94% acima da paridade de importação.

(*) Com informações da Agência Brasil


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