18/08/2017 às 15h50min - Atualizada em 18/08/2017 às 15h50min

MG conclui ação contra a gripe aviária

Maior produtor de ovos do país, Estado fiscalizou adequações a normas de segurança em produção granjeira

DA REDAÇÃO
Força-tarefa concentrou trabalhos em Pará de Minas, maior polo aviário do Estado com 14 milhões de aves / Foto: Divulgação/IMA

 

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) concluiu neste mês a segunda etapa da força-tarefa realizada junto às granjas em Pará de Minas, no Centro-Oeste do estado. A primeira etapa ocorreu na primeira quinzena de junho deste ano. A ação teve como objetivo verificar se os estabelecimentos respeitavam normas preventivas contra focos de doenças no plantel avícola, especialmente a influenza aviária.

Durante a força-tarefa 20 médicos veterinários do IMA vistoriaram cerca de 225 granjas avícolas comerciais ativas, o que correspondeu a aproximadamente 800 galpões com 14 milhões de aves alojadas.

Pará de Minas é uma das regiões onde se concentra o maior número de granjas avícolas de todo o estado e é um importante polo produtor de avicultura de corte.

A vistoria nessas granjas consistiu em ação preventiva para manter a sanidade do plantel, com o objetivo de verificar em cada um desses estabelecimentos a adoção correta das medidas mínimas de biosseguridade exigidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) desde 2007.

A coordenadora no IMA do Programa Estadual de Sanidade Avícola, médica veterinária Izabella Hergot, lembra que a Instrução Normativa 08/2017, publicada pelo Mapa, estabelece que as granjas terão até fevereiro de 2018 para se adequarem às medidas de biosseguridade ou não poderão mais alojar aves.

O diretor-geral do IMA, Marcílio de Sousa Magalhães, ressalta que o Brasil, assim como os estados, estão em permanente alerta e vigilância principalmente quanto à influenza aviária, doença que tem dizimado a produção avícola de diversos países.

“Essa força-tarefa é mais uma ação de reforço que o IMA realiza junto aos produtores rurais para que estejam atentos às medidas de biosseguridade que, na prática, são medidas de segurança contra a influenza aviária e outras doenças que podem vir a acometer os planteis”, diz Magalhães.

Minas Gerais é o maior exportador brasileiro de ovos de consumo, respondendo por 40% das vendas externas do produto em 2016, de acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Proteína Animal (ABPA).

 

BIOSSEGURIDADE

Entre as medidas de biosseguridade exigidas estão a distância mínima estabelecida entre granjas comerciais e de reprodução; a colocação de tela protetora que impeça a entrada de pássaros, animais domésticos e silvestres no interior dos galpões; a instalação de cerca de isolamento e o controle e desinfecção e registro do trânsito de veículos, e de pessoas no estabelecimento, controle de pragas e roedores,  incluindo a colocação de sinais de aviso para evitar a entrada de pessoas alheias ao processo de produção.

Izabella Hergot avalia a força-tarefa como de extrema importância em virtude da região de Pará de Minas não ter conseguido acompanhar as outras regiões do estado com relação ao registro de granjas.

“Temos nos relacionado com os produtores da região desde 2012 para avançar na conscientização da biosseguridade das granjas.  É a região que tem a maior concentração de granjas avícolas, porém poucos estabelecimentos pertencem a grandes integradoras, que são as empresas que possuem todo o sistema de produção de aves de corte”, afirma Izabella.

Segundo ela, o fato de estes estabelecimentos não estarem subordinados a grandes grupos comerciais favorece a resistência dos produtores ao registro, haja vista que eles alegam não terem recurso para investirem nas adequações sanitárias.

“Diante disso, na força-tarefa, tivemos a oportunidade de nos aproximarmos desses produtores e de mostrarmos a verdadeira importância do registro das granjas avícolas”, argumenta a coordenadora.

Ela ressalta que o Brasil está em estado de alerta para evitar a entrada do vírus causador da influenza aviária no país, principalmente depois dos focos registrados em granjas do Chile e dos Estados Unidos no primeiro semestre deste ano.

“A proximidade das fronteiras entre esses países e o processo natural de migração de aves entre os continentes são situações de risco que aumentam a necessidade de medidas preventivas”, diz Izabella.


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