14/07/2017 às 00h28min - Atualizada em 14/07/2017 às 00h28min

Prevenção da leishmaniose é intensificada

Agentes do Centro de Controle de Zoonoses monitoram áreas de maior incidência do mosquito transmissor

DA REDAÇÃO
Ação do CCZ verifica contaminação em animais domésticos / Foto: Divulgação/Secom PMU

 

As equipes do laboratório de Entomologia do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) têm intensificado o trabalho realizado permanentemente em Uberlândia para verificar se há animais infectados pela leishmaniose visceral (doença parasitária), principalmente em novas localidades da cidade. O mosquito palha, que é menor que um pernilongo, é o vetor responsável por transmitir a enfermidade.

Como o inseto deposita os ovos em lugares úmidos e ricos em matéria orgânica - restos de folhas, frutas apodrecidas e fezes – pode se reproduzir com facilidade e contaminar os animais domésticos. Os principais sintomas da leishmaniose são queda de pelos, crescimento acentuado das unhas, feridas no focinho e orelhas, emagrecimento, fraqueza e lacrimejamento.

De acordo com a coordenadora do laboratório de Entomologia do Centro de Controle de Zoonoses, Márcia Beatriz Cardoso de Paula, o CCZ realiza diariamente exames para verificar se há algum tipo de infecção. “Essa visita é importante para mantermos o controle da doença, e isso só é possível quando fazemos a análise nos animais. Dessa forma, evitamos que a doença chegue ao homem”, explicou.

Outra ação é o monitoramento constante do vetor. De acordo com a especialista, os profissionais da prefeitura instalam armadilhas em todos os bairros da cidade para saber se o mosquito palha está ou não se proliferando e em quais locais há maior incidência do inseto. Neste ano, as equipes visitaram os bairros Aclimação, Morada dos Pássaros, Ipanema, Mansões Aeroporto e Custódio Pereira - regiões que apresentaram sinais do vetor. Agora, o CCZ monitora áreas como Jardim Célia, Monte Hebron, Residencial Pequis e outros bairros próximos. Em Uberlândia, neste primeiro semestre, o índice registrado é inferior ao preconizado pelo Ministério da Saúde.

Segundo a coordenadora, antes a única solução para animais infectados era a eutanásia. Hoje, o dono do animal pode optar pelo tratamento.


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